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Capim / Serrado / Fato Consumado / Flor de Lis (pot-pourri)

Alexandre Pires

Letra

    Capim do Vale, vara de goiabeira
    Na beira do rio paro para me benzer
    Mãe d'Água sai um pouquinho desse seu leito ninho
    Que eu tenho um carinho para lhe fazer

    Pinheiros do Paraná
    Que bom tê-los como areia no mar
    Mangas do Pará, pitombeiras da Borborema
    A Ema gemeu no tronco do Juremá

    Cacique perdeu mas lutou que eu vi
    Jari não é Deus mas acham que sim
    Que fim levou o amor
    Plantei um pé de fulo deu capim

    Se o Senhor me for louvado
    Eu vou voltar pro meu serrado
    Por ali ficou quem temperou o meu amor
    E semeou em mim essa incrível saudade
    Se é por vontade de Deus
    Valei, valei

    Se pedir a Deus pelo meu prazer
    Não for pecado
    Vou rezar pra quando eu voltar a rever
    Todas as brincadeiras do passado
    Cortejar meu serrado em dia, feriado
    Viva o cordão azul e encarnado

    Eu sei, serei feliz de novo
    Meu povo, deixa eu chorar com você
    Serei feliz de novo
    Meu povo, deixa eu chorar com você
    Serei feliz de novo
    Meu povo, deixa eu chorar

    Eu quero ver
    Você mandar na razão
    Pra mim não é
    Qualquer notícia
    Que abala o coração

    Se toda hora é hora
    De dar decisão
    Eu falo agora
    No fundo eu julgo o mundo
    Um fato consumado
    E vou-me embora
    Não quero mais
    De mais a mais
    Me aprofundar
    Nessa história
    Arreio os meus anseios
    Perco o veio
    E vivo de memória

    Eu quero é viver em paz
    Por favor me beija a boca
    Que louca, que louca!

    Valei-me, Deus
    É o fim do nosso amor
    Perdoa, por favor
    Eu sei que o erro aconteceu
    Mas não sei o que fez
    Tudo mudar de vez
    Onde foi que eu errei?
    Eu só sei que amei
    Que amei, que amei, que amei

    Será talvez
    Que minha ilusão
    Foi dar meu coração
    Com toda força
    Pra essa moça
    Me fazer feliz
    E o destino não quis
    Me ver como raiz
    De uma flor de lis

    E foi assim que eu vi
    Nosso amor na poeira, poeira
    Morto na beleza fria de Maria

    E o meu jardim da vida
    Ressecou, morreu
    Do pé que brotou Maria
    Nem margarida nasceu
    E o meu jardim da vida
    Ressecou, morreu
    Do pé que brotou Maria
    Nem margarida nasceu


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