De Ne Pas Bouger
Cela s'appelle « De ne pas bouger »
C'est d'ailleurs pour cela qu'en aucun cas moi je ne bougerais. (x2)
Un de ces soirs où la chaleur
M'avait rendu docile
Et que je consacrais des heures
A m'occuper de mon petit nombril
Faisant valoir un droit légitime à l'immobilité
Je ne déplaçais ni queue ni tête
Les membres de mon corps ayant élu à l'unanimité
Le simple fait de ne pas bouger.
Aussi statique que la courgette prise de neurasthénie
Aussi dynamique que le concombre en pleine euphorie
J'avais endormi la périphérie
Pour ne laisser s'agiter que quelques rêves et deux trois utopies.
Et je profitais de ce moment de ce moment de calme
Pour m'en aller parler de celle qui se dit être mon âme (x2)
Cela s'appelle « De ne pas bouger »
C'est d'ailleurs pour cela qu'en aucun cas moi je ne bougerais.
« Oh toi qui sait ce que je peux faire de ce que je suis
Toi dont on dit que les dieux t'ont déposée par dépit
Je m'en viens t'interroger sur la vie
Tu te dois de me répondre à propos de ce que je fous ici »
J'attendrai le temps qu'il faudra, immobile
Pour que tu fasses autrement que de me donner réponse facile (x2)
Cela s'appelle « De ne pas bouger »
C'est d'ailleurs pour cela qu'en aucun cas moi je ne bougerais.
« Comment veux-tu que je te renseigne sur ce que tu es ?
Me demanda-t-elle en me regardant d'un air inquiet
Comment veux-tu que je te donne un titre
Si tu crois que pour sortir du moule il faut se transformer en huître ? »
Je ne saurais pas répondre à ta requête
Puisqu'en arrêtant ton corps jamais tu ne feras marcher ta tête (x2)
Cela s'appelle « De ne pas bouger »
C'est d'ailleurs pour cela qu'en aucun cas moi je ne bougerais.
Et un de ces soirs où la chaleur
T'auras rendu docile
Et que tu consacreras des heures
A t'occuper de ton petit nombril
Ne vas surtout pas demander l'asile
A ton âme accablée
Par ton inactivité-épithète
Par ton instinct morbide
Du bonheur, de l'inutilité
Le simple fait de ne pas bouger.
Não Se Mova
Isso se chama « Não se mover »
É por isso que em hipótese alguma eu me moveria. (x2)
Uma dessas noites em que o calor
Me deixou submisso
E que eu passava horas
Cuidando do meu próprio umbigo
Afirmando um direito legítimo à imobilidade
Eu não movia nem a cabeça nem o corpo
Os membros do meu corpo decidiram por unanimidade
O simples fato de não se mover.
Tão estático quanto uma abobrinha em depressão
Tão dinâmico quanto um pepino em plena euforia
Eu havia adormecido a periferia
Para deixar agitar apenas alguns sonhos e duas ou três utopias.
E eu aproveitava esse momento de calma
Para ir falar sobre aquela que se diz ser minha alma (x2)
Isso se chama « Não se mover »
É por isso que em hipótese alguma eu me moveria.
« Oh você que sabe o que eu posso fazer com o que sou
Você de quem dizem que os deuses te deixaram aqui por desespero
Eu venho te questionar sobre a vida
Você deve me responder sobre o que eu estou fazendo aqui »
Eu esperarei o tempo que for necessário, imóvel
Para que você me dê algo além de uma resposta fácil (x2)
Isso se chama « Não se mover »
É por isso que em hipótese alguma eu me moveria.
« Como você quer que eu te informe sobre o que você é?
Ela me perguntou com um olhar preocupado
Como você quer que eu te dê um título
Se você acha que para sair do molde precisa se transformar em ostra? »
Eu não saberia responder ao seu pedido
Pois parando seu corpo você nunca fará sua cabeça funcionar (x2)
Isso se chama « Não se mover »
É por isso que em hipótese alguma eu me moveria.
E uma dessas noites em que o calor
Te deixará submisso
E que você passará horas
Cuidando do seu próprio umbigo
Não vá de jeito nenhum pedir asilo
Para sua alma sobrecarregada
Por sua inatividade-epíteto
Por seu instinto mórbido
Da felicidade, da inutilidade
O simples fato de não se mover.