Paraguaýpe Ahárõ Guare
Paraguaýpe che ndavy'ái
Porque imposible che koygua
Cheaturdí la pararã
Ha heta la gente caté
Ipresíllava hetave
Teniéntepe oñehenóiva
Ha che nachekane'õiva
Entérope añencuadrase
Vidriera ndahejavéi
Añepyrûma añembelesá
Che juicio itarova
Ahechávante aipota
Revólver'i overapáva
Cortapluma ha reloj
Espejo ha prendedor
Ha umi kuãirû iletreropáva
Calle réra che ndaikuaái
Añepyrûma a-recorré
Akañýmane ra'e
Atopávape aporandu
Che posada hi'ã ajuhu
Jaguáicha atroteá
Che resájepe ojeclipsá
Che koygua ha che pyahu
Che sapatu chejopýgui
Mba'yrúpema aguatase
Ajupíma voi pype
Aguapy ku karaíicha
Roveve pe yvytúre
Che destino ndaikuaái
Mitãicha ha chejurujái
Pero aha ku añeteguáicha
Okañýko chehegui che posada, che karai, ha ag̃uahêseténio, pemombe'umína chéve
¿Nanemandu'aietépio la nde calle rérare, che sy?
Nachemandu'ái, che karai. Solamente chemandu'a pe héra mburuvicha ha ijapelído ja'úako hína
¿Ndaha'éipio Teniente Fariña mba'e hína?
¡Upéa, che karai!
Ejupi Línea Cuátrope tereho, che sy, derechoite chupe
Línea Diézpe la ajupi
Tranvía jeko la héra
Ñaimo'ãvaicha chekéra
Umi che rembiasakue
Ha upégui avy'aite
Ahopytývo pe Fernando
Un momento de descanso
Ha ajupa jey hese
Plaza Uruguaya ahupytývo
Aparayka la ore cóche
Haimetéma a medianoche
Lumináriamante ahecha
Ha upégui asê aha
Aipo Plaza Constituciónpe
Con respeto y admiración
Pe ta'angájepe asaludá
Calle esquínape añembo'y
Tuichaiténingo añemondýi
Che py'a tytýi tytýi
Ko mba'e ohesapepáva
Che aimo'ã rayo la ho'áva
San Jerónimo ahenói
Añembo'e ha atupãnói
Tranvía cáblente la hendýva
Ha upévare che ha'e
Taikónte koygua apytépe
Che vallemi porãitépe
Bajo la luz de mi cielo
Che rancho ahechaga'u
Taha jeýnte kokuépe
Che rymbami apytépe
Porque upépe aviví tranquilo
Paraguai, Meu Lar
Paraguai, eu não desisto
Porque é impossível eu me render
Eu vou parar a maré
E muita gente vai ver
A pressão tá forte
Te chamando pra lutar
E eu não vou me calar
Todo mundo vai se alinhar
Vitrine não me engana
Começo a me preparar
Meu julgamento é firme
Eu só quero me libertar
Revólver na cintura
Canivete e relógio
Espelho e prendedor
E aquelas letras na parede
Na rua eu não conheço
Começo a percorrer
Com a cabeça baixa
Eu me pergunto ao andar
Minha pousada é boa, eu sei
Como um jaguar eu vou
Meu reflexo tá ofuscado
Meu amor e meu novo eu
Meu sapato tá furado
Mas eu sigo em frente
Eu só me abaixo
Como um homem de verdade
Sempre no vento
Meu destino eu não sei
Como uma criança e meu orgulho
Mas eu vou até o fim
Se eu me perder da minha pousada, meu amigo, e eu chegar, me avise
Você não se lembra da sua rua, minha mãe?
Eu não lembro, meu amigo. Só lembro do nome do chefe e do que a gente comeu
O que será que o Tenente Fariña tá fazendo?
É isso, meu amigo!
Pega a Linha Quatro e vai, minha mãe, direto pra ele
Na Linha Dez eu pego
O nome do bonde é esse
Como se eu estivesse em casa
Com as minhas lembranças
E a partir daí eu tô feliz
Esperando o Fernando
Um momento de descanso
E eu me abaixo de novo
Na Praça Uruguaia eu chego
Aparece nosso carro
Era quase meia-noite
Só vejo as luzes
E a partir daí eu vou
Vou pra Praça Constituição
Com respeito e admiração
Saudando a imagem
Na esquina eu me ajoelho
Com muito cuidado eu me movo
Meu coração tá acelerado
Com o que eu vejo
Eu imagino um raio que cai
São Jerônimo eu clamo
Eu rezo e me concentro
O bonde é a minha saída
E por isso eu digo
Só quero amor entre nós
Meu vale é lindo
Sob a luz do meu céu
Minha casa eu vejo
Só quero voltar pra lá
Entre as minhas canções
Porque ali eu vivo tranquilo