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Buenos Aires Conhece

Alfredo Abalos

Buenos Aires Conoce

Buenos Aires conoce mi aturdida ginebra
El silbido más mío, mi gastado camino

Buenos Aires recuerda mi ventana despierta
Mis bolsillos vacíos, mi esperanza de a pie

Buenos Aires conoce mi mujer y mi noche
Mi café y mi cigarro, mi comida y mi diario

Buenos Aires me tiene apretado a su nombre
Atrapado en sus calles, ambulando su piel

Refugio de mis largas madrugadas
Abrigo de mi verso y de mi sino
Su cielo de gorrión, su Luna triste
Son cosas que también viven conmigo

Esquina de las cuadras de mi vida
Guarida de mis sueños más absurdos
Embarcadero gris de mi ambición de luz
Secreta latitud de mi canción

Inventor del misterio, bandoneón gigantesco
Buenos Aires escucha mi silencio y mi lucha
Él recuerda conmigo las monedas azules
Y me presta el olvido de su ir y venir

Sus gorriones sin techo, su cintura de río
Son también algo mío, yo también los respiro
Buenos Aries es un duende, una copa de vino
Ese amigo sin nombre que se encuentra al azar

Refugio de mis largas madrugadas
Abrigo de mi verso y de mi sino
Su cielo de gorrión, su Luna triste
Son cosas que también viven conmigo

Esquina de las cuadras de mi vida
Guarida de mis sueños más absurdos
Embarcadero gris de mi ambición de luz
Secreta latitud de mi canción

Buenos Aires Conhece

Buenos Aires conhece minha ginebra atordoada
O assobio mais meu, meu caminho desgastado

Buenos Aires lembra da minha janela acordada
Meus bolsos vazios, minha esperança a pé

Buenos Aires conhece minha mulher e minha noite
Meu café e meu cigarro, minha comida e meu diário

Buenos Aires me tem apertado ao seu nome
Atrapalhado em suas ruas, vagando sua pele

Refúgio das minhas longas madrugadas
Abrigo do meu verso e do meu destino
Seu céu de pardal, sua Lua triste
São coisas que também vivem comigo

Esquina das quadras da minha vida
Guarida dos meus sonhos mais absurdos
Embarcadero cinza da minha ambição de luz
Latitude secreta da minha canção

Inventor do mistério, bandoneón gigantesco
Buenos Aires escuta meu silêncio e minha luta
Ele lembra comigo das moedas azuis
E me empresta o esquecimento do seu ir e vir

Seus pardais sem teto, sua cintura de rio
São também algo meu, eu também os respiro
Buenos Aires é um duende, uma taça de vinho
Esse amigo sem nome que se encontra ao acaso

Refúgio das minhas longas madrugadas
Abrigo do meu verso e do meu destino
Seu céu de pardal, sua Lua triste
São coisas que também vivem comigo

Esquina das quadras da minha vida
Guarida dos meus sonhos mais absurdos
Embarcadero cinza da minha ambição de luz
Latitude secreta da minha canção

Composição: Raúl Garello