Buenos Aires Conoce
Buenos Aires conoce mi aturdida ginebra
El silbido más mío, mi gastado camino
Buenos Aires recuerda mi ventana despierta
Mis bolsillos vacíos, mi esperanza de a pie
Buenos Aires conoce mi mujer y mi noche
Mi café y mi cigarro, mi comida y mi diario
Buenos Aires me tiene apretado a su nombre
Atrapado en sus calles, ambulando su piel
Refugio de mis largas madrugadas
Abrigo de mi verso y de mi sino
Su cielo de gorrión, su Luna triste
Son cosas que también viven conmigo
Esquina de las cuadras de mi vida
Guarida de mis sueños más absurdos
Embarcadero gris de mi ambición de luz
Secreta latitud de mi canción
Inventor del misterio, bandoneón gigantesco
Buenos Aires escucha mi silencio y mi lucha
Él recuerda conmigo las monedas azules
Y me presta el olvido de su ir y venir
Sus gorriones sin techo, su cintura de río
Son también algo mío, yo también los respiro
Buenos Aries es un duende, una copa de vino
Ese amigo sin nombre que se encuentra al azar
Refugio de mis largas madrugadas
Abrigo de mi verso y de mi sino
Su cielo de gorrión, su Luna triste
Son cosas que también viven conmigo
Esquina de las cuadras de mi vida
Guarida de mis sueños más absurdos
Embarcadero gris de mi ambición de luz
Secreta latitud de mi canción
Buenos Aires Conhece
Buenos Aires conhece minha ginebra atordoada
O assobio mais meu, meu caminho desgastado
Buenos Aires lembra da minha janela acordada
Meus bolsos vazios, minha esperança a pé
Buenos Aires conhece minha mulher e minha noite
Meu café e meu cigarro, minha comida e meu diário
Buenos Aires me tem apertado ao seu nome
Atrapalhado em suas ruas, vagando sua pele
Refúgio das minhas longas madrugadas
Abrigo do meu verso e do meu destino
Seu céu de pardal, sua Lua triste
São coisas que também vivem comigo
Esquina das quadras da minha vida
Guarida dos meus sonhos mais absurdos
Embarcadero cinza da minha ambição de luz
Latitude secreta da minha canção
Inventor do mistério, bandoneón gigantesco
Buenos Aires escuta meu silêncio e minha luta
Ele lembra comigo das moedas azuis
E me empresta o esquecimento do seu ir e vir
Seus pardais sem teto, sua cintura de rio
São também algo meu, eu também os respiro
Buenos Aires é um duende, uma taça de vinho
Esse amigo sem nome que se encontra ao acaso
Refúgio das minhas longas madrugadas
Abrigo do meu verso e do meu destino
Seu céu de pardal, sua Lua triste
São coisas que também vivem comigo
Esquina das quadras da minha vida
Guarida dos meus sonhos mais absurdos
Embarcadero cinza da minha ambição de luz
Latitude secreta da minha canção