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Coplas Para Mi Vino Grillo

Alfredo Abalos

Letra

Significado

Cantigas Para Meu Vinho Grilo

Coplas Para Mi Vino Grillo

Sei de pessoas que perderam seus sonhos, as esperançasSé de gente que ha extraviado sus sueños, las esperanzas
E aprendi com os anos que a vida dá reviravoltasY yo aprendí con los años que la vida da revanchas
Por isso quando amanheço, bom dia me digo e agradeçoPor eso cuando amanezco buen día me digo y doy gracias

Porque o conselho é gratuito, nunca o dou nem peçoPorque el consejo es gratuito nunca lo doy ni lo pido
O que é bom para um pai pode não ser para o filhoLo que para un padre es bueno puede no serlo pa'l hijo
Há quem cozinhe ao seu gosto e quem coma desperdíciosHay quién cocina a su gusto y quién come desperdicios

Já sei que não sou surpreendente nem tempo perdidoYa sé que no soy asombro tampoco tiempo perdido
Desde que sou pai e filho e espírito, já sou trinoDesde que soy padre e hijo y espíritu ya soy trino
Não sei se é pouco ou muito, mas se te amo, já sirvoNo sé si es poco ni mucho pero si te amo ya sirvo

Minha cantiga não é presunçosa, nem escrevo de ressentidosMi copla no es presuntuosa ni escribo de resentidos
Tem voz e pele de povo e da minha terra aquele griloTiene voz y piel de pueblo y de mi pago ese grillo
Que derrama sobre a alma a antiga alegria do vinhoQue derrama sobre el alma la vieja alegría del vino

Já sei que somos apenas um lampejo de vidaYa sé que tan solo somos un ramalazo de vida
Por isso não entendo o ódio, a vaidade, a injustiçaPor eso no entiendo el odio la vanidad, la injusticia
Por que a mão fechada se não posso fazer caríciasPor qué la mano cerrada si no puedo hacer caricias

Talvez esteja me julgando quando julgo um semelhantePuede que me esté juzgando cuando juzgue a un semejante
Por isso não sou se julgo tão leve e terminantePor eso no soy si juzgo tan ligero y terminante
Cuido ao atirar a pedra para não ter que me curvarMe cuido al tirar la piedra que no tenga que agacharme

A morte em seu errar eterno, quando faz uma tréguaLa muerte en su errar eterno, cuando se toma una tregua
Vive um instante, a vida ama, canta, chora e sonhaVive un instante la vida ama, canta, llora y sueña
E em mim eu a aproveito e vivo antes que morra novamenteY en mi yo la gozo y vivo antes que otra vez se muera

Minha cantiga não é presunçosa, nem escrevo de ressentidosMi copla no es presuntuosa ni escribo de resentidos
Tem voz e pele de povo e da minha terra aquele griloTiene voz y piel de pueblo y de mi pago ese grillo
Que derrama sobre a alma a antiga alegria do vinhoQue derrama sobre el alma la vieja alegría del vino

Composição: Pablo Trullenque / Martín Ábalos Santillán. Essa informação está errada? Nos avise.

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