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Do Tempo da Minha Infância

Alfredo Abalos

Del Tiempo de Mi Niñez

Mi mama solía decirme: ¡Me acuerdo cuando era chango!
¡Usted se acuesta a la siesta no vayas a andar hondeando!

Ahí nomás ya me ordenaba
Prepará el catre muchacho y debajito el alero tírate a siestear un rato

Bajo el sopor de las siestas todo el silencio quedaba
Y con otros changos pa'l monte en punta de pie me escapaba

Qué lejos que queda ahora esa niñez añorada
Quisiera mama me mande que en un cuerito siesteara

Parece que fuera ahora cuando mi mama ordenaba
Que un mandadito le hiciera: ¡A los rezongos rumbeaba!

Si me encontraba a los changos que a las bolitas jugaban
La bolsa de los mandados a un costadito quedaba

Ya sacaba mi terita y si por ahí yo ganaba
Como nidito i' boyero mi bolsillito quedaba

Qué lejos que queda ahora esa niñez añorada
Quisiera mama me mande que en un cuerito siesteara

Do Tempo da Minha Infância

Minha mãe costumava me dizer: Lembro quando eu era moleque!
Você vai tirar uma soneca, não vai ficar de bobeira!

Ali mesmo já me mandava
Prepara a cama, garoto, e debaixo do telhado, se joga pra sonecar um pouco

Sob o calor das sonecas, todo o silêncio reinava
E com outros moleques, na ponta dos pés, eu escapava pro mato

Quão longe fica agora essa infância tão sonhada
Queria que minha mãe me mandasse tirar uma soneca num colchonete

Parece que foi agora quando minha mãe mandava
Que eu fizesse um favor: Eu rumava pros resmungos!

Se eu encontrasse os moleques que jogavam bolinha
A bolsa das compras ficava de lado, esquecida

Já tirava meu troféu e se eu ganhasse por ali
Como um ninho de passarinho, meu bolso ficava cheio

Quão longe fica agora essa infância tão sonhada
Queria que minha mãe me mandasse tirar uma soneca num colchonete

Composição: Coco Diaz