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Flor de Cenizas

Alfredo Abalos

Letra

Flor de Cinzas

Flor de Cenizas

Não há lugar como o meu, diz o cantor em seu cantoNo hay tierra como la mía dice el cantor en su canto
Porque o canto do seu guri ecoa dentro do peitoPorque el crespín de su chango le silba dentro del pecho
Mordendo seus sentimentos quando está longe da terraMordiendo sus sentimientos cuando anda lejos del pago

A sede de voltar provoca miragens de saudadeLa sed de volver provoca espejismos de nostalgia
E é uma ilusão dourada, só uma flor de cinzasY es una ilusión dorada solo una flor de cenizas
É o coração que atiça velhas chamas congeladasEs el corazón que atiza viejas llamas escarchadas

Como uma junta de bois puxa e puxa a saudadeComo una yunta de bueyes tira y tira la querencia
Olhar nossa adolescência do outro lado do tempoMirar nuestra adolescencia de la otra punta del tiempo
É feroz como o encontro com o mato da ausênciaEs fiero como el encuentro con el yuyal de la ausencia

Porque eu bebi da vida, já não temo a mortePorque he bebido la vida ya no le temo a la muerte
Sei que um dia o presente dirá que viver tem um alto preçoSe que un día dirá el presente vivir tiene un alto precio
Só me dói o silêncio das coisas que envelhecemSolo me duele el silencio de las cosas que envejecen

Olhando essa miragem, voltei ao chão sonhadoMirando yo ese espejismo he vuelto al suelo añorado
E a esquina do meu bairro, onde brincava e ria, já não era a minha esquina, meus sonhos me tinham roubadoY la esquina de mi barrio donde jugaba y reía ya no era la esquina mía mis sueños me habían robado

E que dor ver as sombras do guri que foi meu amigoY qué dolor ver las sombras del chango que fue mi amigo
Me olhar do abismo de umas fotos outonais, ver a realidade amarga do caminho do esquecimentoMirarme desde el abismo de unas fotos otoñadas ver la realidad amarga del camino del olvido

Saí a percorrer passados buscando a primavera, aquela primeira namorada, sua boca e um juramentoSalí a recorrer ayeres buscando la primavera aquella novia primera su boca y un juramento
Na minha alma cresceu o inverno e no meu peito uma ruínaEn mi alma creció el invierno y en mi pecho una tapera

Porque eu bebi da vida, já não temo a mortePorque he bebido la vida ya no le temo a la muerte
Sei que um dia o presente dirá que viver tem um alto preçoSe que un día dirá el presente vivir tiene un alto precio
Só me dói o silêncio das coisas que envelhecemSolo me duele el silencio de las cosas que envejecen

Composição: Pablo Trullenque / Cuti Carabajal. Essa informação está errada? Nos avise.

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