Quien Levanta Las Cosechas
Santiagueño soy señores de vago tengo la fama
Eso no me gusta nada la cuestión quiero aclararla
Si una vez cruzo los brazos compañero no confunda
Porque el trabajo en mi pago precisamente no abunda
Y otros tiempos ya me han visto hacha en mano revoleando
Allá hundido en los obrajes a los quebrachos volteando
Y dirán que soy tranquilo que hago vida perezosa
Y no ha'i ser que por rascarme tengo las manos callosas
Si nos vamos para el norte cruzando los quebrachales
Con mis paisanos trabajo medio los algodonales
Tal vez en tiempos que vengan con un poquitito i' suerte
Trabajando y cosechando allá me encuentre la muerte
El trabajo de mis manos haga florecer mi tierra
Que perfumen por los aires las cosechas santiagueñas
Y dirán que soy tranquilo que hago vida perezosa
Y no ha'i ser que por rascarme tengo las manos callosas
Quem Levanta as Colheitas
Sou santiagueño, senhores, de vagabundo tenho a fama
Isso não me agrada em nada, quero esclarecer a questão
Se um dia cruzo os braços, parceiro, não confunda
Porque o trabalho na minha terra, precisamente, não abunda
E outros tempos já me viram com o machado na mão, girando
Lá, afundado nas madeireiras, derrubando os quebrachos
E dirão que sou tranquilo, que levo uma vida preguiçosa
E não há de ser que, por me coçar, tenho as mãos calejadas
Se formos para o norte, cruzando os quebrachais
Com meus conterrâneos, trabalho meio nos algodoeiros
Talvez em tempos que virão, com um pouquinho de sorte
Trabalhando e colhendo, lá eu encontre a morte
Que o trabalho das minhas mãos faça florescer minha terra
Que perfume pelos ares as colheitas santiagueñas
E dirão que sou tranquilo, que levo uma vida preguiçosa
E não há de ser que, por me coçar, tenho as mãos calejadas