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Ilusão Azul (part. Carlos Dante)

Alfredo de Angelis

Ilusión Azul (part. Carlos Dante)

Altiva y soberbia
Cuál diosa pagana
Pasaste a mi lado
Mostrando el rencor

Y desde aquel día
Yo sé que he perdido
La gloria inefable
De un sueño de amor

No extraño tus besos
Que fueron fingidos
Ni extraño tus labios
De raro dulzor

Tan solo me duele
El fulgor de tus ojos
Que ayer me miraron
Con honda pasión

Ojos que fueron estrellas
Que guiaron mi alma
Qué me roban calma
Y me niegan crueles
Cuando ansioso busco
Su mirar de amor

Ojos que fueron las redes
Donde prisionero
Te adoré sincero
Y me han hecho esclavo
Al poner en mi alma
La azul ilusión

Pero tu alma desdeñosa y fría
No sabía de amores
Para mi dolor

Fueron tus ojos
Los que me mintieron
Tan engañadores
Con su fulgor

Y ahora arrastro la cadena
Del recuerdo triste
Del pasado hermoso
Al vivir dichoso
En los dorados brazos
De aquella ilusión

Ilusão Azul (part. Carlos Dante)

Altiva e soberba
Como uma deusa pagã
Você passou ao meu lado
Mostrando o rancor

E desde aquele dia
Eu sei que perdi
A glória inefável
De um sonho de amor

Não sinto falta dos seus beijos
Que foram fingidos
Não sinto falta dos seus lábios
De estranha doçura

Apenas me dói
O brilho dos seus olhos
Que ontem me olharam
Com profunda paixão

Olhos que eram estrelas
Que guiaram minha alma
Que roubam minha calma
E negam cruelmente
Quando ansioso busco
Seu olhar de amor

Olhos que eram as redes
Onde prisioneiro
Te adorei sinceramente
E me fizeram escravo
Ao colocar em minha alma
A ilusão azul

Mas sua alma desdenhosa e fria
Não conhecia amores
Para minha dor

Foram seus olhos
Que me mentiram
Tão enganosos
Com seu brilho

E agora arrasto a corrente
Da lembrança triste
Do passado belo
Ao viver feliz
Nos braços dourados
Daquela ilusão

Composição: Arquímedes Arci