395px

Ouça-me, Mamãe (part. Carlos Dante)

Alfredo de Angelis

Óyeme Mamá (part. Carlos Dante)

Noche y que cruel mi soledad
Un abismo que insondable
Se hace amargo y es culpable
Porque ya no volverás

Nunca nunca más
Ya te tendré
Porque fuiste tan injusto
Tu señor que eres tan justo
Al llevártela a mamá
Porque

Triste va muriendo mi canción
Es otoño en primavera
Y las rosas en quimera
Se deshojan sin color

Óyeme mamá
Donde estarás que no contestas
Y porque
Porque no llega tu respuesta
Cruel lamento que es tormento
A quien decirlo yo no sé

Óyeme mamá
Que juntó al piano
Van mis manos
Y por ti
En mi teclado
Yo te canto la canción
Que es como un grito
De protesta y de rencor

Óyeme mamá
Si desde el cielo
Tú me miras
Mírame
Que en mi responso
De dolor
Siempre mamá
Te llamaré

Ouça-me, Mamãe (part. Carlos Dante)

Noite e que cruel minha solidão
Um abismo tão profundo
Torna-se amargo e é culpado
Porque você não voltará

Nunca, nunca mais
Eu te terei
Porque foste tão injusto
Tu, senhor que és tão justo
Ao levá-la, mamãe
Porque

Triste vai morrendo minha canção
É outono na primavera
E as rosas em quimera
Se despetalam sem cor

Ouça-me, mamãe
Onde estarás que não respondes
E por que
Por que não chega tua resposta
Cruel lamento que é tormento
A quem dizer eu não sei

Ouça-me, mamãe
Que junto ao piano
Vão minhas mãos
E por ti
No meu teclado
Eu te canto a canção
Que é como um grito
De protesto e de rancor

Ouça-me, mamãe
Se do céu
Tu me olhas
Olha-me
Que em meu réquiem
De dor
Sempre, mamãe
Te chamarei

Composição: Julio Jorge Nelson