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Pano Velho (part. Carlos Dante)

Alfredo de Angelis

Trapo Viejo (part. Carlos Dante)

Yo soy trapo viejo
Así se me nombra
Yo soy una sombra
Del guapo que fue
Y al oír de la gente
Decirme canejo
Ahí va Trapos Viejos
Me da no sé qué

Ayer cuando firme
Mi brazo se alzaba
Y a perdida echaba
Mi vida un querer

Se oyó a muchos guapos
Allá en la ribera
Decir con Contreras
No van a poder

Los años pasaron
Tan pronto se fueron
Mis bríos cayeron
Mi fama también

Y hoy solo el comento
De aquellas hazañas
Se mezcla entre cañas
En un almacén

Allí donde triste
Guitarra rezonga
La vieja milonga
Que entona un cantor
Y al traer en sus versos
El triste recuerdo
A solas me muerdo
Con hondo rencor

Yo soy trapo viejo
Así se me nombra
Yo soy una sombra
Del guapo que fue
Y al oír de las gentes
Decirme canejo
Ahí va Trapos viejos
Me da no sé qué

Quien sabe mañana
Si el recuerdo queda
Los taitas en rueda
Comenten mi haber
Y haciendo mi historia
Se escuché canejo
Decir Trapo Viejo
Fue el guapo de ayer

Pano Velho (part. Carlos Dante)

Eu sou pano velho
Assim me chamam
Eu sou uma sombra
Do valente que fui
E ao ouvir as pessoas
Me chamarem de velho
Lá vai Pano Velho
Me dá sei lá o quê

Ontem, quando firme
Meu braço se erguia
E ao perder lançava
Minha vida um querer

Ouviram muitos valentes
Lá na beira
Dizer com Contreras
Não vão poder

Os anos passaram
Tão rapidamente se foram
Meus bríos caíram
Minha fama também

E hoje apenas o comentário
Daquelas proezas
Se mistura entre canas
Em um armazém

Lá onde triste
Guitarra ressoa
A velha milonga
Que entoa um cantor
E ao trazer em seus versos
A triste lembrança
Sozinho me mordo
Com profundo rancor

Eu sou pano velho
Assim me chamam
Eu sou uma sombra
Do valente que fui
E ao ouvir as pessoas
Me chamarem de velho
Lá vai Pano Velho
Me dá sei lá o quê

Quem sabe amanhã
Se a lembrança fica
Os velhos em roda
Comentam meu viver
E fazendo minha história
Se escuta velho
Dizer Pano Velho
Foi o valente de ontem

Composição: Benjamín Tagle Lara