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Carrilhão da Merced

Alfredo Le Pera

Carrillón de La Merced

Yo no sé por qué extraña / razón te encontré,
Carrillón de Santiago / que está en la Merced,
con tu voz inmutable, / la voz de mi andar,
de viajero incurable / que quiere olvidar.

Milagro peregrino / que un llanto combinó.
Tu canto, como yo, / se cansa de vivir
y rueda sin saber / dónde morir...

Penetraste el secreto / de mi corazón,
porque oyendo tu son / la nombré sin querer.
Y es así como hoy sabes / quién era y quién fue,
¡la que busco llorando / y... que no encontraré!

Mi vieja confidencia / te dejo, Carillón.
Se queda en un tañir, / y al volver a partir
me llevo tu emoción / como un adiós.

Carrilhão da Merced

Eu não sei por que razão / estranha te encontrei,
Carrilhão de Santiago / que está na Merced,
com tua voz imutável, / a voz do meu andar,
de viajante incurável / que quer esquecer.

Milagre peregrino / que um choro combinou.
Teu canto, como eu, / se cansa de viver
e roda sem saber / onde morrer...

Penetraste o segredo / do meu coração,
porque ouvindo teu som / a nomeei sem querer.
E é assim que hoje sabes / quem era e quem foi,
a que busco chorando / e... que não encontrarei!

Minha velha confidência / te deixo, Carrilhão.
Fica em um tocar, / e ao voltar a partir
levo tua emoção / como um adeus.

Composição: Alfredo Le Pera / Enrique Santos Discépolo