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Guitarra, minha guitarra

Alfredo Le Pera

Guitarra, guitarra mía

Guitarra, guitarra mía

Guitarra, guitarra mía,
por los caminos del viento
vuelan en tus armonías
coraje, amor y lamento.

Lanzas criollas de antaño
a tu conjuro pelearon,
mi china oyendo tu canto,
sus hondas pupilas
de pena lloraron.
¡Guitarra, guitarra criolla,
dile que es mío ese llanto!

Azules noches pamperas
donde calme sus enojos,
hay dos estrellas que mueren
cuando se duermen sus ojos.
Guitarra de mis amores,
con tu penacho sonoro
vas remolcando mis ansias
por rutas marchitas
que empolvan dolores.
¡Guitarra, noble y querida,
calla si ella me olvida!

Midiendo eternas distancias
hoy brotan de tu encordado
sones que tienen fragancias
de un tiempo gaucho olvidado.
Cuando se eleva tu canto
como se aclara la vida,
y a veces tienen tus cuerdas
caricias de dulces
trenzas renegridas.
¡Como ave azul sin amarras
así es mi criolla guitarra!

Guitarra, minha guitarra

Guitarra, minha guitarra

Guitarra, minha guitarra,
pelos caminhos do vento
voam em suas harmonias
coragem, amor e lamento.

Lanças crioulas de outrora
ao seu chamado lutaram,
minha morena ouvindo seu canto,
suas profundas pupilas
de tristeza choraram.
Guitarra, guitarra criolla,
diga que é meu esse choro!

Noites azuis de pampeiro
onde acalma seus desgostos,
há duas estrelas que morrem
quando se fecham seus olhos.
Guitarra dos meus amores,
com seu penacho sonoro
você arrasta minhas ansias
por rotas esquecidas
que acumulam dores.
Guitarra, nobre e querida,
cala se ela me esquecer!

Medindo distâncias eternas
oh, brotam do seu encordoado
sons que têm fragrâncias
de um tempo gaúcho esquecido.
Quando se eleva seu canto
como se clareia a vida,
e às vezes suas cordas
são carícias doces
tranças enegrecidas.
Como ave azul sem amarras
assim é minha guitarra criolla!

Composição: