Suerte negra
Suerte negra
Dicen que jurar en vano
es maldad que se castiga,
pero en su pecho inhumano
hay crueldad y me mintió.
Con su sonrisa más fina
me dijo: "Te quiero yo",
y una noche de neblina
con un viejo se fugó.
Ayer me fui al cementerio
con mi pena a terminar,
pero yo soy de suerte tan negra
que no quisieron dejarme entrar.
Cuando conmigo vivías
y conmigo suspirabas,
me decías que me amabas
porque tenías mi cantar.
¡Ingrata!, al verte con otro
tuve ganas de matar,
pero pensé que eras huérfana
y me puse a sollozar.
Ahora, como ave sin rumbo,
sólo tengo mi canción:
y se bien que si ustedes la oyen
sentirán llorar mi corazón.
Sorte Negra
Sorte negra
Dizem que jurar em vão
é maldade que se paga,
mas no peito inumano dela
há crueldade e me enganou.
Com seu sorriso mais lindo
me disse: "Eu te amo, sim",
e numa noite de neblina
com um velho se mandou.
Ontem fui pro cemitério
com minha dor pra acabar,
mas eu sou de sorte tão negra
que não deixaram eu entrar.
Quando você vivia comigo
e comigo suspirava,
me dizia que me amava
porque tinha meu cantar.
Ingrata!, ao te ver com outro
me deu vontade de matar,
mas pensei que eras órfã
e comecei a soluçar.
Agora, como ave sem rumo,
só tenho minha canção:
e sei bem que se vocês ouvirem
sentirão chorar meu coração.