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Tempos Antigos

Alfredo Le Pera

Viejos tiempos

Viejos tiempos

Viejos tiempos de la infancia
yo recuerdo con cariño
los momentos que pasaron
en mi alma yo he llevado
como alivio de mi vida.

La fragancia de esos tiempos
se confunden con tu imagen
sofocando los tormentos
y las horas que fugaron
cuando te vi por vez primera amado bien.

Me recuerdo aquella noche de aquel carnaval
cuando disfrazada estabas de Pierrot Lunar
y juntitos suspiramos
un amor triunfal
aureolado de estrellas
en tu resplandor.
Me recuerdo aquella de aquel carnaval
con las notas balbucientes de un lánguido vals
y en las noches de mi barrio
me aparece tu semblante
con caricias perfumadas
por las flores de arrabal.

Palpitar de negros ojos
de antifaz de terciopelo
que de un madrigal huyeron
cantados por labios rojos
que mi vida embellecieron.

Mascarita tan soñada
la pebeta de mi barrio
mujercita de mi vida
fuistes vos mi princesita
y humilde esclavo siempre fui de tu altivez.

Me recuerdo aquella noche de aquel carnaval
cuando disfrazada estabas de Pierrot Lunar
y juntitos suspiramos un amor triunfal
aureolado de estrellas en tu resplandor.

Me recuerdo aquella noche de aquel carnaval
con las notas balbucientes de un lánguido vals
y en las noches de mi barrio
me aparece tu semblante
con caricias perfumadas
por las flores de arrabal.

Tempos Antigos

Tempos antigos

Tempos antigos da infância
eu lembro com carinho
os momentos que passaram
na minha alma eu levei
como alívio da minha vida.

A fragrância desses tempos
se confunde com sua imagem
sofocando os tormentos
e as horas que fugiram
quando te vi pela primeira vez, meu amor.

Me lembro daquela noite de carnaval
quando disfarçada você estava de Pierrot Lunar
e juntinhos suspiramos
um amor triunfal
cercado de estrelas
no seu brilho.
Me lembro daquela noite de carnaval
com as notas balbuciantes de um vals languido
e nas noites do meu bairro
aparece seu semblante
com carícias perfumadas
pelas flores do subúrbio.

Palpitar de olhos negros
de máscara de veludo
que de um madrigal fugiram
cantados por lábios vermelhos
que embelezaram minha vida.

Máscara tão sonhada
a garota do meu bairro
molequinha da minha vida
você foi minha princesinha
e eu sempre fui um humilde escravo da sua altivez.

Me lembro daquela noite de carnaval
quando disfarçada você estava de Pierrot Lunar
e juntinhos suspiramos um amor triunfal
cercado de estrelas no seu brilho.

Me lembro daquela noite de carnaval
com as notas balbuciantes de um vals languido
e nas noites do meu bairro
aparece seu semblante
com carícias perfumadas
pelas flores do subúrbio.

Composição: