El Cuestionario
¿Que si de donde vengo? ¿Cuanta gente tengo?
¿Que es lo que ando haciendo? ¿Cuál es mi funcion?
Soy brazo armado eso que quede claro
No daré más información
Saquenle cuentas, traigo siete carros
La última pregunta? La verdad se me olvido
Quieren comprar mi cuero pero yo no vendo
Lo que a amigos viejos cuanto les costo
No soy cualquiera para estar en venta
Y en huelga traigo mi toston
Si quieren cantarme un puño de tierra vamos a negociarlo
Y ahí nos vemos al topon
Pensaron que solo era una tochita
Cuando intentaron robarme la vida
Pero que gran sorpresa se llevaron cuando miraron lo que sostenia
Era mi cuerno que abogaba por mi vida
Ay! Que bonita tracatera arme aquel día
Deje plantada a las golondrinas
(Y esperense a los tamales mis moviles que ya mero salen de la Olla)
Tendieron la campana
Sobre los sepapa
Desorganizados
Me encontro la ley
De los punteros desaparecieron y me lograron aprender
La suerte me hizo la mala jugada envuelto en latarraya
Nimodo ya que iba a hacer
Ahorita no hay señal solo traigo dos rayitas pero nadie se cambia de compañia
Todo el terreno, este es mi territorio y no se me acaba la pila
Dos cargadores siempre van conmigo
Uno es para la guerra
Y el otro me da pa' arriba
La gloria para los que se nos fueron
Y mucha suerte a los que se quedaron
Para el gobierno todo mi coraje
Espero el día poder manifestarlo
Que el desespero no visite a la escuelita
Y a la familia se le siga respetando
Son mis deseos más anhelados
O Questionário
De onde eu venho? Quanta gente eu tenho?
O que é que eu tô fazendo? Qual é a minha função?
Sou braço armado, isso é certo
Não vou dar mais informação
Façam as contas, tô com sete carros
A última pergunta? A verdade eu esqueci
Querem comprar meu couro, mas eu não vendo
O que custou pra amigos antigos
Não sou qualquer um pra estar à venda
E em greve eu tô com meu tostão
Se querem me cantar um punhado de terra, vamos negociar
E aí nos vemos no confronto
Pensaram que era só uma brincadeira
Quando tentaram roubar minha vida
Mas que grande surpresa levaram quando viram o que eu segurava
Era meu fuzil que defendia minha vida
Ai! Que bonita confusão eu fiz naquele dia
Deixei as andorinhas plantadas
(E esperem pelos tamales, meus móveis já estão quase saindo da panela)
Estenderam a campana
Sobre os sepultados
Desorganizados
A lei me pegou
Dos atiradores desapareceram e conseguiram me prender
A sorte me fez uma má jogada, envolto na rede
Nimodo, o que eu ia fazer?
Agora não tem sinal, só tô com duas barrinhas, mas ninguém troca de companhia
Todo o terreno, esse é meu território e não acaba minha bateria
Dois carregadores sempre vão comigo
Um é pra guerra
E o outro me dá pra cima
A glória para os que se foram
E muita sorte para os que ficaram
Para o governo, toda a minha raiva
Espero um dia poder manifestá-la
Que o desespero não visite a escolinha
E a família continue sendo respeitada
São meus desejos mais anelados