Menina
(Milonga)
Menina dos olhos verdes
me da mate pra beber,
não é sede, não é nada,
é vontade de te ver.
Afuera la resolana,
un grillo y su cascabel,
el algarrobal armado,
yo sólo desensillé.
Campos grises de marcela
con su tala y su esquivez,
todo temblaba en el aire
como de fiebre o de sed.
Pasó la sombra de un cuervo
y casi me santigüé;
vi la casa, su arboleda,
me orienté.
Afuera la resolana
y el rezongo de un lebrel;
ella me miró de frente
como preguntándome.
Puso un canto de roldana,
una tinaja en la piel,
cuiá de plata labrada,
un aroma de clavel.
Era ya de tardecita
cuando ensillé.
Me fui lejos de esas casas,
me fui pero me quedé.
Menina
(Milonga)
Menina dos olhos verdes
me dá mate pra beber,
não é sede, não é nada,
é vontade de te ver.
Lá fora, o sol quente,
um grilo e seu chocalho,
o algarrobo armado,
eu só desensilhei.
Campos cinzas de marcela
com sua sombra e sua esperteza,
tudo tremia no ar
como de febre ou de sede.
Passou a sombra de um corvo
e quase me benzi;
vi a casa, sua árvore,
me orientei.
Lá fora, o sol quente
e o resmungo de um lebrel;
ela me olhou de frente
como perguntando pra mim.
Colocou um canto de roldana,
uma jarra na pele,
cuia de prata trabalhada,
um aroma de cravo.
Já era fim de tarde
quando ensilhei.
Fui longe dessas casas,
fui, mas acabei ficando.
Composição: Carlos Benavides / Washington Benavides