Az Ördög Csókja
Elfeledtem, honnan jöttem,
Egész múltam semmivé vált.
Fönt a szirten ez a régi ház,
Otthonom lett, s börtönöm tán.
Várnak rám valahol tudom,
Fájó titkom mégis fogva tart,
Egyre várom, jöjjön az éj.
Ref.:
Ezer éves átok ül a kísértetházon,
Éjfélkor az átok benne testet ölt.
Elgyengül testem, ajka rátapad forrón,
A vérem szívja, a csókja öl.
Ezer éves átok ül a kísértetházon,
Éjfélkor az átok benne testet ölt.
Éjfélkor, ha eljön ajka szomjas és forró,
Fáj és éget, mégis jó. Mégis jó.
Anyám arca, bátyám hangja,
Tûnõ emlék, földereng még.
Nyitott szemmel, ébren álmodom,
Szökni innen úgysem tudnék.
Társam nincs, csak egy vén cseléd.
Ételt Õ hoz, nem szól, nem beszél.
Itt hagy Õ is, ha leszáll az éj.
Ezer éves...
O Beijo do Diabo
Esqueci de onde vim,
Todo meu passado se desfez.
Lá em cima do penhasco essa velha casa,
Virou meu lar, e talvez minha prisão.
Esperam por mim em algum lugar, eu sei,
Meu doloroso segredo ainda me aprisiona,
A cada momento espero, que a noite chegue.
Refrão:
Um feitiço de mil anos pesa sobre a casa assombrada,
À meia-noite, a maldição ganha forma.
Meu corpo se enfraquece, seus lábios colam-se quentes,
Meu sangue é sugado, seu beijo me mata.
Um feitiço de mil anos pesa sobre a casa assombrada,
À meia-noite, a maldição ganha forma.
À meia-noite, quando seus lábios chegam sedentos e quentes,
Dói e queima, mas ainda assim é bom. Ainda assim é bom.
O rosto da minha mãe, a voz do meu irmão,
Memórias fugazes, ainda surgem.
Com os olhos abertos, sonho acordado,
Fugir daqui eu não conseguiria.
Não tenho companhia, só uma velha empregada.
Ela traz comida, não fala, não se comunica.
Ela também vai embora, quando a noite cai.
Um feitiço de mil...