De nuevo en esto (part. Granuja)
Nacimos sin creencias
Nacimos y perdimos la decencia
La muerte, las andencias sin condescendencia
Lo difícil es vivir sin anestesia
Nadie enseña a diferenciar cordura de demencia, son las consecuencias
No estamos sanos cuando comenzamos
Que me trague el agujero de gusano y me mande al otro plano
Todo esto sale de las manos, somos artesanos
Yo ya no quiero ser persona, y menos ciudadano
Solo somos ganado, hermano, todo está perdido
Antes que encajar prefiero ser un desaparecido
Yo ya no quiero fama y paso desapercibido
Soy un mal parado rodeado de tanto malparido
Esto es a lo vieja escuela, puro honor y orgullo
¿Quién eres pa' juzgar?, si esto no es mío y menos tuyo
Sobran las críticas porque yo solo me destruyo
Solo soy polvo de ceniza, en agua me diluyo
Aquí seguimos para’os en esta raya
Y el que venga pa' estorbar en el camino que mejor se vaya
Soy esa ola que murió, nunca llego a la playa
Y si no tienes nada bueno que rimar, mejor te callas
Uh, mejor te callas y no digas nada
¿Cuántas palabras hay en las miradas?
Entre los murmullos llegará la marejada
Uh, porque tu boca está mejor callada
Gracias al todo he sido fuerte y ni me dio COVID
Es que me mantengo activo siempre, como Djokovic
Ya me encontré a la muerte en frente y yo no le corrí
Perseguido por el brócoli, por eso fuck police
Y al que me venga a tirar con talento de cartón
Yo se la voy a clavar como Palermo en Japón
Les vo'a a pintar la cara como yo pinto un furgón
Ni cuando pintes dosmil destapamos el burbón
Agh, desde Soacha, New York y Los Angeles
Abriendo cancha entre demonios de horror y entre arcángeles
A mí me escuchan en colegios, en barrios y en cárceles
A ti unos niños poco serios que creen que son cárteles
¿Y tú crees que diciendo a todos rap MC?
No eres rap MC, no sé, piénsalo y capaz que sí
No más allá en la loma de aquí al lado está el [?] vive
El que convive y el que divide asustado
Y estás el overcat que se cree un uppercut
Te habla un ThunderCat, pa’ mí no eres novedad
Aunque fumes y sumes, y sumes pa' tu bobedad
Lo que tanto asumes y presumes no es tan verdad, absurda vanidad
Y como te miden con números, entonces crees que todos tenemos precio
Nosotros cultivamos en secreto la bondad
Y es por eso que los frutos aquí crecen en silencio
De volta a isso (part. Granuja)
Nascemos sem crenças
Nascemos e perdemos a decência
A morte, as andanças sem condescendência
O difícil é viver sem anestesia
Ninguém ensina a diferenciar sanidade de demência, são as consequências
Não estamos sãos quando começamos
Que me engula o buraco de minhoca e me mande pro outro plano
Tudo isso sai das mãos, somos artesãos
Eu já não quero ser pessoa, e menos cidadão
Só somos gado, irmão, tudo tá perdido
Antes de me encaixar, prefiro ser um desaparecido
Eu já não quero fama e passo despercebido
Sou um mal parado cercado de tanto malparido
Isso é à moda antiga, puro honra e orgulho
Quem é você pra julgar?, se isso não é meu e menos seu
Sobram as críticas porque eu só me destruo
Só sou pó de cinzas, na água eu me diluo
Aqui seguimos parados nessa linha
E quem vier pra atrapalhar no caminho é melhor se mandar
Sou aquela onda que morreu, nunca chegou à praia
E se não tem nada bom pra rimar, é melhor se calar
Uh, é melhor se calar e não dizer nada
Quantas palavras há nos olhares?
Entre os murmúrios chegará a maré
Uh, porque sua boca tá melhor calada
Graças a tudo eu fui forte e nem peguei COVID
É que me mantenho ativo sempre, como Djokovic
Já encontrei a morte na minha frente e não corri
Perseguido pelo brócolis, por isso foda-se a polícia
E quem vier me atacar com talento de papelão
Eu vou cravar como Palermo no Japão
Vou pintar a cara deles como eu pinto um furgão
Nem quando pintar dois mil destapamos o bourbon
Agh, de Soacha, Nova York e Los Angeles
Abrindo caminho entre demônios de horror e entre arcanjos
Me escutam em colégios, em bairros e em cadeias
A você, umas crianças pouco sérias que acham que são cartéis
E você acha que dizendo a todos que é rap MC?
Não é rap MC, não sei, pensa nisso e talvez sim
Não mais além, na loma aqui do lado tá o [?] vive
Quem convive e quem divide assustado
E tá o overcat que se acha um uppercut
Te fala um ThunderCat, pra mim você não é novidade
Embora fume e some, e some pra sua bobagem
O que tanto assume e presume não é tão verdade, absurda vaidade
E como te medem com números, então você acha que todos temos preço
Nós cultivamos em segredo a bondade
E é por isso que os frutos aqui crescem em silêncio