395px

Quando Chove, O Sol Chora

Ali Primera

Cuando Llueve Llora El Sol

Ayer me encontré con la sonrisa
De un pequeño
Le pregunté
Cuál es la causa de la lluvia
Y el mocoso contestó
Que cuando lo tapa una nube
Se pone a llorar el sol

Yo iba caminando a solas
Conversando con mi sombra
Vacías están mis manos
Estas son las mismas manos

Que en aquella despedida
Conversaron con tus manos
Abrigando algún regreso
Yo cada día te canto
Y despeino tus cabellos
No es mi culpa la distancia
Y que pienses que es la brisa
Quien ha besado tus sueños
Vida

Hoy hace un año
De no vernos
De no hablarnos
Y sin embargo te quiero

Y sigo pensando en sueños
Que aún me sigues queriendo
Que no hay distancia ni tiempo
Cuando el amor es sincero
Yo te dejé mi guitarra
Y me traje tu sonrisa
Para aliviarme este frío
Del tiempo que nos separa

Me sigue cantando el alma

Porque se quedó en mis ojos
Tu figurita morena
Y navegando en mis labios
El sabor de esa tu boca
Que no la borra otra boca
Que no la borran mil bocas

No me digas que estoy loco
Si mis labios entre abiertos
Siguen nombrando tu nombre
Si tengo pequeño el pecho
De tanto amor que te tengo
Yo aún te sigo queriendo

Aunque llore con el sol
Si en tu ausencia está lloviendo

Ayer soñé con el regreso
Es más corta la distancia
Yo ya te veo descalza
Caminando hasta la cama
Y te hago un vestido de besos
Vida mía, cuanto te sigo queriendo
Que no hay distancia ni tiempo
Cuando el amor es sincero

Vestida vas con la brisa
Y hierba de la sabana
Eres mujer de mi tierra
Y mi canción clandestina

Madera de mi guitarra
Que sin tu voz se me calla
Agua fresca de tinaja
Tus labios siempre me dieron
Y cuando me daba sed
Te besaba desde lejos
Que no hay distancia ni tiempo
Cuando el amor es sincero

Quando Chove, O Sol Chora

Ontem me deparei com o sorriso
De um pequeno
Perguntei a ele
Qual é a razão da chuva
E o moleque respondeu
Que quando uma nuvem o cobre
O sol começa a chorar

Eu ia caminhando sozinho
Conversando com minha sombra
Minhas mãos estão vazias
Essas são as mesmas mãos

Que naquela despedida
Conversaram com suas mãos
Aguardando algum retorno
Eu te canto todo dia
E bagunço seus cabelos
Não é minha culpa a distância
E que você pense que é a brisa
Quem beijou seus sonhos
Vida

Hoje faz um ano
Que não nos vemos
Que não falamos
E mesmo assim eu te amo

E sigo pensando em sonhos
Que ainda me ama
Que não há distância nem tempo
Quando o amor é sincero
Eu deixei minha guitarra com você
E trouxe seu sorriso comigo
Para aliviar esse frio
Do tempo que nos separa

Minha alma ainda canta

Porque ficou nos meus olhos
Sua figurinha morena
E navegando em meus lábios
O sabor da sua boca
Que outra boca não apaga
Que mil bocas não apagam

Não me diga que estou louco
Se meus lábios entreabertos
Continuam chamando seu nome
Se meu peito é pequeno
De tanto amor que eu tenho por você
Eu ainda te amo

Mesmo que chore com o sol
Se na sua ausência está chovendo

Ontem sonhei com seu retorno
A distância é mais curta
Eu já te vejo descalça
Caminhando até a cama
E te faço um vestido de beijos
Minha vida, quanto te amo ainda
Que não há distância nem tempo
Quando o amor é sincero

Vestida com a brisa
E a grama da savana
Você é mulher da minha terra
E minha canção clandestina

Madeira da minha guitarra
Que sem sua voz se cala
Água fresca da jarra
Seus lábios sempre me deram
E quando eu tinha sede
Te beijava de longe
Que não há distância nem tempo
Quando o amor é sincero

Composição: