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Heresia do Amor Salpicado de Camélia

ALI PROJECT

Madara Koitsubaki Gedou

ぽとりおちるくび
potori ochiru kubi
べにつばきいくつ
benitsubaki ikutsu
ぬかるつちのうえ
nukaru tsuchi no ue
まだくちもせぬうち
mada kuchimosenu uchi

はらりてのひらに
harari tenohira ni
はいったひとひらの
haita hitohira no
あざやかないろは
azayaka na iro wa
わがみのなかのふじょう
waga mi no naka no fujou

ともるほむらはなとうろう
tomoru homura hanatourou
あのひとのねむくらに
ano hito no nemakura ni
はなしあんせ
hanashanse

ここはさいのはてのもりの
koko wa sainohate no mori no
まだらつきのこうしど
madara tsuki no koushido
うらとおもてにじりでぐち
ura to omote nijiri deguchi
どちらへつながる
dochira e tsunagaru

いくかひくか
iku ka hiku ka
ちょうかはんか
chou ka han ka
うらなうといきひとすじ
uranau toiki hitosuji

やつしたむねにさしこむやみは
yatsushita mune ni sashikomu yami wa
いきてからむ
ikite karamu
ぬばたまのくろかみ
nubatama no kurokami

けまりのころがる
kemari no korogaru
せんねんとりを
sennen torii wo
くぐればつらなる
kugureba tsuranaru
うつそみのあけもよう
utsusomi no akemoyou

はなおきれて
hanao kirete
たまじゃりじゅず
tamajari juzu
そのあしをあといっぽ
sono ashi wo ato ippo
ふましあんせ
fumashanse

おんなげどうけものこみち
onna gedou kemono komichi
やしゃのいけのほとりへ
yashanoike no hotori e
あいとあくとよくと
ai to aku to yoku to
まじりあってまがって
majiriatte maguwatte

こいのむくろながれおちて
koi no mukuro nagareochite
はらむゆめのちにくよ
haramu yume no chiniku yo

みおくりましょうか
miokurimasho ka
きれいななりでうまれかわれ
kirei na nari de umarekaware
きせよきぬかたびら
kise yo kinukatabira

しんであなたどこにゆくのと
shinde anata doko ni yuku no to
まっしろいめをむけ
masshiroi me wo muke
きくのはだれぞ
kiku no wa dare zo

ときはもどるひゃくきゃくこう
toki wa modoru hyakkiyakou
おっておわれきえゆく
otte oware kieyuku
つづくかげのあかげきつね
tsuzuku kage no akage kitsune
あとはこんとなけ
ato wa kon to nake

おとこげどうけものこみち
otoko gedou kemono komichi
やしゃのいけのこちらへ
yashanoike no kochira e
みおくるせなにあさひのしらは
miokuru sena ni asahi no shiraha

ここはさいのはてのもりの
koko wa sainohate no mori no
まだらつきのこうしど
madara tsuki no koushido
うらとおもてにじりでぐち
ura to omote nijiri deguchi
どちらもふさがる
dochiramo fusagaru

いくかひくか
iku ka hiku ka
さすかぬくか
sasu ka nuku ka
あかいひとのはり
akai ito no hitohari

いきをころしたよごとのやみに
iki wo koroshita yogoto no yami ni
いきるわたし
ikiru watashi
ぬばたまのひとがた
nubatama no hitogata

Heresia do Amor Salpicado de Camélia

Quantas camélias vermelhas
Estão caindo de cabeça para baixo?
Acima do solo lamacento
Enquanto elas ainda não estão apodrecidas

A cor brilhante das pétalas
Que são cuspidas
E gentilmente cai entre minhas mãos
É apenas a impureza de meu interior

Umas luzes de chamas, uma lanterna de papel
Ao lado do travesseiro daquela pessoa
Tenta deixá-lo ir

Aqui está a porta de treliça da Lua manchada
No final da floresta
Atrás ou à frente, onde está conectada a saída
À cabana da cerimônia de chá?

Passar ou puxar
Par ou ímpar
Um longo suspiro de adivinhação

A escuridão empurrando em meu peito emaciado
Vivendo, está enrolando
Meu cabelo negro como a noite

O padrão de cinábrio da cigarra
Estende-se uma vez que passo
O arco do santuário milenar
Onde o kemari está se transformando

Com as getas despedaçadas
E um rosário budista
Aqueles pés, passo a passo
Tenta defini-los

Mulheres não budistas seguem a trilha dos animais
E se dirigem ao lado do lago dos Yakshas
Copulando o amor sangrento
Com desejo e mal

O cadáver do amor foge
Como parente de um sonho concebido

Deveríamos despedir-lo?
Nascendo novamente com uma bela aparência
Então vestimos as roupas de enterro de seda

Com um: Aonde você irá quando morrer?
Quem está ouvindo?
Focalizando seus puros olhos brancos

O tempo volta, então desaparece
Perseguindo um verdadeiro pandemônio
Seguindo, a raposa vermelha
Ruge com ódio

Homens não budistas seguem a trilha dos animais
E se dirigem ao caminho do lago dos Yakshas
Nas costas escoltadas, a espada desenhada da estrela da manhã

Aqui está a porta de treliça da Lua manchada
No final da floresta
A saída para a cabana da cerimônia de chá
Está fechada atrás e de frente

Passar ou puxar
Perfurar ou puxar a agulha
Com o fio vermelho

Estou viva, mas prendo minha respiração cada noite
Na escuridão
Sou uma boneca negra como a noite

Composição: Mikiya Katakura, Arika Takarano