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Pandemia

ALI PROJECT

Pandemic

あんあんたる あんたんたる まぶたのむこうへ
An'antaru antantaru mabuta no mukou e
こんこんたる こんとんたる わたしはめざめる
Konkontaru kontontaru watashi wa mezameru
しゅじゅつだい めいた しんだいで
Shujutsudai meita shindai de
しせる ゆりのかにさそわれて
Shiseru yuri no ka ni sasowarete
ぼんぼんたる ようようたる ときははばまれて
Bonbontaru youyoutaru toki wa habamarete
らんらんたり けんらんたり ゆめはしらしらと
Ranrantari kenrantari yume wa shirashira to
せかいはひそかにおかされて
Sekai wa hisoka ni okasarete
ふじゆうなきむきんのかんせん
Fujiyuunaki mukin no kansen

まだわかりあういみなどある
Mada wakariau imi nado aru?
だれもみんなひとりで
Daremo minna hitori de
ただじぶんだけいとおしがって
Tada jibun dake itooshigatte
きれいごとのままごと
Kireigoto no mamagoto
ふれるつかむむすぶはずすうばうにぎるだきとる
Fureru tsukamu musubu hazusu ubau nigiru dakitoru
このからだはまだきょうにきみのこととらえても
Kono karada wa mada kiyou ni kimi no koto toraete mo
あたまばかりずっととおいところはなれていく
Atama bakari zutto tooi tokoro hanareteyuku

ろうろうたる るいるいたる あふれるひとなみ
Rouroutaru ruiruitaru afureru hitonami
さんさんたれ さんたんたれ にげてもはてなき
Sansantare santantare nigete mo hatenaki
せかいはしずかにみちていて
Sekai wa shizuka ni michiteite
かつぶんあきふかんのでんせん
Katsubounaki fukan no densen
まだあいしあういみなどある
Mada aishiau imi nado aru?
これいじょうのぞむなら
Koreijou nozomu nara
なぜつみぶかさしるまえから
Naze tsumibukasa shiru mae kara
すくわれたいとねがうの
Sukuwaretai to negau no

はなすさけぶうたうわらうだまるわめくだきする
Hanasu sakebu utau warau damaru wameku dakisuru
こんなくちははくちのようにあてもなくじょうぜつで
Konna kuchi wa hakuchi no you ni atemonaku jouzetsu de
だからこころなんかどこにあるかわすれている
Dakara kokoro nanka doko ni aru ka wasureteiru
まだつながったつもりでいる
Mada tsunagatta tsumori de iru?
ぜんぶみんなひとりよ
Zenbu minna hitori yo
ただじぶんだけいとわしがって
Tada jibun dake itowashigatte
えそらごとのうつびょう
Esoragoto no utsubyou

ふれるつかむむすぶはずすうばうにぎるだきとる
Fureru tsukamu musubu hazusu ubau nigiru dakitoru
このからだはまだきょうにきみのこととらえても
Kono karada wa mada kiyou ni kimi no koto toraete mo
よごすけがすおかすこわすたおすころすほろぼす
Yogosu kegasu okasu kowasu taosu korosu horobosu
まだたがいにどんなこともなしてしまうとわかる
Mada tagai ni donna koto mo nashiteshimau to wakaru
きっとひとがひとであることさえなくなっていく
Kitto hito ga hito de aru koto sae nakunatteyuku

Pandemia

Adormecida profundamente e em um estado de confusão, sem esperança
Para algo além das minhas pálpebras indefesas, eu me desperto
Em uma cama que parece uma mesa cirúrgica
Convidada pelo cheiro fétido de lírios moribundos
O tempo, comum e vasto, é obstruído
Os sonhos, caóticos e deslumbrantes, estão crescendo pálidos
O mundo está sendo usurpado secretamente
Por uma infecção conveniente, esterilizada

Ainda há significado em entender o próximo?
Todos estão sozinhos
Ajo apenas como se amasse a mim mesma
Disfarçando, brincando de casinha
Tocando, agarrando, conectando, separando, roubando, tomando posse, abraçando
Mesmo se meu corpo ainda te capturar habilidosamente
Minha mente sozinha está sempre sendo distanciada para lugares longínquos

A multidão agitada, desempregada e acumulada, está transbordando
Brilhante e tragicamente, mesmo se você fugir, ela não terá fim
O mundo está sendo preenchido silenciosamente
Por um contágio frígido sem desejo
Ainda há significado em amar o próximo?
Se eu desejar mais que isso
Por que eu quero ser salva
Antes de conhecer a pecaminosidade?

Falando, gritando, cantando, rindo, ficando em silêncio, berrando, cuspindo
Minha boca é inutilmente faladora como um idiota
Então, onde está meu coração? Estou esquecendo
Ainda há intenções em se conectar com o próximo?
Estamos todos sozinhos
Ajo apenas como se eu odiasse a mim mesma
Na depressão do quase impossível

Tocando, agarrando, conectando, separando, roubando, tomando posse, abraçando
Mesmo se meu corpo ainda te capturar habilidosamente
Poluindo, contaminando, transgredindo, destruindo, derrotando, matando, arruinando
Sei que juntos ainda conquistaremos todos os tipos de coisas
Mas, com certeza, a habilidade dos humanos de serem humanos está sendo perdida

Composição: Takarano Arika