Shura to Chou
くるえるあらしすでにとおくされて
kurueru arashi sude ni tooku sarite
わたしのなかでねむりねむるしゅら
watashi no naka de nemuri nemuru shura
いとにまかれてたたまれる
ito ni makarete tatamareru
ちじにさかれたはねだろうと
chiji ni sakareta hane darou to
ちをながしたなみだのかわりに
chi wo nagashita namida no kawari ni
なぜそれをあいと
naze sore wo ai to
なづけようとおもうのだろう
nazukeyou to omou no darou
わくらばにもにたこのてのひら
wakuraba nimo nita kono tenohira
ふれるくらいつちむかるむひふ
fureru kurai tsuchi mukarumu hifu
うつめてさがさん
utsumete sagasan
しずめるさなぎを
shizumeru sanagi wo
ときにはあかにあおいきいろにそみ
toki ni wa aka ni aoi kiiro ni somi
わたしもしらぬすがたをもつしゅら
watashi mo shiranu sugata wo motsu shura
とけるひかりをこがれては
tokeru hikari wo kogarete wa
こころをはなれたちのぼる
kokoro wo hanare tachinoboru
とげでしるせことばよりもふかく
toge de shiruse kotoba yorimo fukaku
ただこれがこいと
tada kore ga koi to
けがれたとてきえぬように
kegareta tote kienu you ni
いろなきはなかたくだくつぼみ
ironaki hana kataku daku tsubomi
ひらきちることをはばむごとく
hirakichiru koto wo habamu gotoku
くきごとたおらん
kukigoto taoran
うごめくさなぎを
ugomeku sanagi wo
そしてちょうはいっせいにとまう
soshite chou wa issei ni to mau
なぜいまがはると
naze ima ga haru to
おまえたちにわかるのだろう
omae-tachi ni wakaru no darou
いまだいきをはこぶこのむねを
imada iki wo hakobu kono mune wo
やぶってさいごのひとひらとべ
yabutte saigo no hitohira tobe
ちをながした
chi wo nagashita
なみだのかわりに
namida no kawari ni
なおいまもあいと
nao ima mo ai to
なづけたいとおもうのなら
nazuketai to omou no nara
だきしめよう
dakishimeyou
すぎたくるしみも
sugita kurushimi mo
いとしさがかえすけしんとして
itoshisa ga kaesu keshin toshite
こぼれるぬけがら
koboreru nukegara
うかしたさなぎは
ukashita sanagi wa
わたしをぬいとじ
watashi wo nuitoji
Carnificina e Borboleta
A tempestade enlouquecedora já se foi, longe
E a carnificina está dormindo, dormindo dentro de mim
Rolada e dobrada com fios
Minhas asas foram cortadas em pedaços
Eu derramei sangue em lugar de lágrimas
Mas por que sinto
Que eu deveria chamar de amor?
Minhas palmas se assemelham a folhas
Tocando o solo escuro, minha pele fica enlameada
Enquanto eu procuro
Para a crisálida enterrada
Às vezes colorido com vermelho, ou âmbar azul
A carnificina possui uma figura que também não conheço
Eu anseio pela luz de dissolução
Isso está se levantando, separando do meu coração
Escrevê-lo com um espinho, mais profundo do que palavras
Isso é apenas amor romântico
Mesmo que corrompido, ele não deve desaparecer
Uma flor incolor abraça fortemente seu botão
Como se parasse de abrir e cair
Eu arranco o tronco
Rebocando a crisálida
De uma só vez, as borboletas começaram a vibrar
E todos vocês entenderão
Por que agora é primavera
O peito ainda possui uma vida
E deixe a última pétala subir
Derramei sangue
Em lugar de lágrimas
E ainda, mesmo agora
Sinto que eu quero chamá-lo de amor
Eu abraçarei firmemente
Mesmo a dor que terminou
Para que o amor retorne como uma encarnação
Quebrando sua pele
A crisálida criou asas e voou
Me costure