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O Sopro (part. Renato 51/50)

Aliado Preto

Letra

    A cor da fome a cor do atraso me diz o nome
    A cor da sorte a guerra nobre a cor da morte
    A cor da farda que suspeita a cor da pele mata
    Enquadra ou forja a cor da pele é preta ou parda

    Favela vive resisti presente no passado
    O horizonte cadê a luz do fim do túnel chegado
    Operação chacina ou execução
    Cegueira é 39kg de coca no avião do capitão

    A cor do preconceito direito é segregação
    Vergonha ilusão vá pra porra querem pacificação
    O habito opera óbito a massa orbita
    O modo ódio ócio no morro a lei é cólera

    Daqui saem alimentos para 30 países
    O abandono vedação mapa da fome existe
    Tudo fora do lugar gavetas fora do lugar
    Do palácio ao planalto eles pregam família paz e lar

    Joaquim foi curioso quando era um guri
    Mal sabia ler já amava revista figuras e gibi
    E seus pais não importavam tanto com sua sacrílega
    Amava a vila rica usado como padroeira

    Alfabeto era luxo a fome da família
    As vezes barriga vazia o dizimo em dia
    Linguagem olaria arte de deixar no plumo
    Tijolos em pilhas versos pequenos assentando muros

    Na infância a lida e pouco de recreio
    A seca sacudia os pais que botavam medo
    Há muito tempo o tempo atrelado
    De zero brigas poucos perigos e nenhum pecado

    Livres pra voar
    Livres pra sonhar
    Sonhar
    Viajantes de uma longa vida
    Esperança que ainda brilha
    Pela busca uma tentativa
    Esperança que ainda brilha
    O sopro da cidade vizinha


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