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Tolo

Alisa

Durak

Kak-to raz po vesne rannej
Pomanila pozhar-ptitsa
Po dorogam Zemli durnia
K Solntsu tropy iskat'.

Nad zemlej gorodov kryshi,
A nad kryshami dym-sazha,
A nad sazhej nebes vyshe -
Solntsa belaia rat'.

Skol'ko duren' v nuzhde gore mykal,
Iznosil sapogov sotni,
A rubakh izodral stol'ko,
Skol'ko trav istoptal.
Po zemle sobiral skazki
Da uchilsia u ptits pesniam,
Veselil gorodov tolpy,
No blizhe k Solntsu ne stal.

Okh, tropinki-lesenki priamo po zemle v nebesa!
Kak najti, uvidet', da ne progliadet', ne poteriat'.
A u neba radosti, tol'ko Solntsu glianesh' v glaza,
Otvernesh', ukroesh'sia, da slezoiu vspykhnesh' opiat'!
Opiat'!

Vot tak!
V skazku slovom l'emsia.
Vot tak!
Smeemsia!

Khodit durak po zemle bosikom
Beregami rek da opushkoj lesa,
Veselit durak pochtennyj narod
Vse da po ploshchadiam gorodov.

I ty, kak on, prokhodish' po zemle.
Emu, kak vsem, tebe, kak vsem,
Ot roda po sud'be.
Idi svoej dorogoj! Ishchi svoiu tropu!
Najdet durak, najdesh' i ty.
Dast Bog, i ia najdu!

Vot tak! V skazku slovom l'emsia.
Vot tak! Smeemsia!

Ehto tol'ko priskazka,
A skazka bezhit rechkoj.
Da dela ne idut skoro.
Blizhe k Solntsu ne stal duren',
No stal teplee serdtsam.
Gde by on ne slozhil pesniu,
Gde by ne proroslo Slovo,
Stelet v nebo iz zvezd tropy
Po goriachim sledam.
Stelet skvoz' gorodov kryshi,
Vyshe krysh, da skvoz' dym-sazhu
Stelet dazhe nebes vyshe,
Solntsa belaia rat'.

Vot chto stalos' vesnoj rannej.
Zamanila pozhar-ptitsa
Na dorogi Zemli durnia
K Solntsu tropy iskat'...

Tolo

Certa vez, na primavera cedo
A ave do fogo me chamou
Pelas estradas da Terra, o tonto
Foi procurar o caminho pro Sol.

Sobre as cidades, os telhados,
E acima dos telhados, a fumaça,
E acima da fumaça, o céu -
A bela guarda do Sol.

Quantos tontos na necessidade sofreram,
Desgastaram centenas de botas,
E rasgaram camisas tanto,
Quanto pisaram na grama.
Pelas terras, juntava contos
E aprendia com os pássaros canções,
Alegrava as multidões das cidades,
Mas mais perto do Sol não chegou.

Oh, as trilhas-escadas direto da terra pro céu!
Como encontrar, ver, sem deixar passar, sem perder.
E no céu, a alegria, só olhar nos olhos do Sol,
Se abrir, se esconder, e com lágrimas voltar a brilhar!
Voltar a brilhar!

É assim!
Na história, nos deixamos levar.
É assim!
Rimos!

O tonto anda descalço pela terra
Às margens dos rios e na beira da floresta,
Alegrando o povo respeitável
Por todas as praças das cidades.

E você, como ele, anda pela terra.
Pra ele, como pra todos, pra você, como pra todos,
Do destino à sorte.
Vá pelo seu caminho! Procure sua trilha!
O tonto vai achar, e você também vai achar.
Se Deus quiser, eu vou achar!

É assim! Na história, nos deixamos levar.
É assim! Rimos!

Isso é só uma fábula,
E a fábula não flui como um rio.
E as coisas não andam rápido.
Mais perto do Sol não ficou o tonto,
Mas ficou mais quente no coração.
Onde quer que ele cante a canção,
Onde quer que a Palavra brote,
Caminha pro céu pelas estrelas
Pelos rastros quentes.
Caminha por cima das cidades, os telhados,
Acima dos telhados, e pela fumaça,
Caminha até o céu acima,
A bela guarda do Sol.

Foi isso que aconteceu na primavera cedo.
A ave do fogo me atraiu
Pelas estradas da Terra, o tonto
Foi procurar o caminho pro Sol...

Composição: