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Exército da Vida

Alisa

Armiia Zhizni

Podvorotni rastili ikh,
Cherdaki zamenili im dom,
Kazhdyj iz nikh nenavidel krys,
Kazhdyj iz nikh byl kotom.
V novykh raenakh bol'shogo goroda
Vojna... ehto zakon.
Kazhdyj iz nikh znal svoe mesto,
Kogda vstaval raen na raen.
Im peli sladkie pesni,
Kazhdym slovom umnozhaia lozh',
No kogda slova pakhnut blevotinoj,
V delo vstupaet nozh.
Ulichnyj tsirk v rabochem kvartale -
Eto li ne pole chudes?
Kazhdyj iz nikh byl daleko ne angel,
V kazhdom iz nikh zhil bes.

Armiia zhizni - deti mogil.
Armiia zhizni - synov'ia pomoek i obossannykh sten.
Armiia zhizni - soldaty dna.
Armiia zhizni pomnit o tom, chto na Zemle nikogda
Ne prekrashchalas' vojna.
Vojna.

Fonari pod glazami chernykh okrain
Zashtrikhovali ikh den',
Kazhdaia pomojka im byla barrikadoj,
Kazhdaia vitrina - mishen'.
V kodekse chesti liuboj podvorotni
Net mesta slovu "liubov'".
Esli kazhdyj stanet o liubvi slagat' pesni,
Kto za liubov' prol'et krov'?
Im tak ne khvatalo solntsa,
No noch' byla s nimi na "ty".
Vy ikh nazyvali "shpanoj",
Oni vas nazyvali "menty".
Sytyj golodnomu ne tovarishch -
Eto aksioma, ver' ne ver'.
Kazhdyj iz nikh byl postoianno goloden,
V kazhdom iz nikh pel zver'.

Exército da Vida

As esquinas os criaram,
Os chechenos tomaram seu lar,
Cada um deles odiava ratos,
Cada um deles era um gato.
Nas novas quebradas da grande cidade
A guerra... é a lei.
Cada um deles sabia seu lugar,
Quando um bairro se levantava.
Cantavam doces canções,
Com cada palavra multiplicando a mentira,
Mas quando as palavras cheiravam a vômito,
A faca entrava em ação.
O circo de rua no bairro operário -
Não é um campo de maravilhas?
Cada um deles estava longe de ser um anjo,
Em cada um deles havia um demônio.

Exército da vida - filhos de túmulos.
Exército da vida - filhos de becos e paredes mijadas.
Exército da vida - soldados do fundo.
Exército da vida lembra que na Terra nunca
A guerra parou.
Guerra.

Os postes sob os olhos das bordas negras
Riscaram seu dia,
Cada beco era uma barricada,
Cada vitrine - um alvo.
No código de honra de qualquer esquina
Não há lugar para a palavra "amor".
Se cada um começar a cantar sobre amor,
Quem pela amor derramará sangue?
Eles sentiam falta do sol,
Mas a noite estava com eles na intimidade.
Vocês os chamavam de "marginais",
Eles chamavam vocês de "policiais".
O cheio não é amigo do faminto -
É uma axioma, acredite ou não.
Cada um deles estava sempre faminto,
Em cada um deles cantava uma fera.

Composição: