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Tolo e Sol

Alisa

Durak i Solntse

Ne bog vest' cherti-kak, zhil na svete durak
Bez tsaria v golove, sam kak na ladoni
V tekh kraiakh gde ugar, golod, mor da pozhar,
Gde dym stada oblakov po zemle gonit.

Tak on v kopote zhil, ne petlial, ne kruzhil,
Veroj-pravdoj sluzhil vetru nastezh dushu.
Kak on Solntse nashel i po zv zdam proshel,
Ia tebe rasskazhu SLUSHAJ!

Skvoz' trideviat' zemel', nebo na kraiu,
Pliashet mrak po trukhliavym perekoshenym pniam
Da navodit na svet seryj pepel korchi
A nad vsej zemlej solntsa net sto let
Tol'ko noch' da razorvannykh zvezd kloch'ia

A narod v tekh kraiakh v muti temeni chakh
I ne srazu, ne vdrug pozabyl chto zhil inache
V khorovode nochej stylo plamia ochej
I so vremenem v tekh kraiakh ne ostalos' zriachikh

Led pustykh glaznits, otorop' serdets, krivotolkov chad
Gonit duraka po sonnoj zemle
Gde ne stynet zakat, gde ne pliashut zori
Skol'ko let v puti, a skol'ko vperedi
Kak najti duraku da pomoch' odolet' GORE...

Na kraiu nebes vzryvaet bes iz volos rep'i-mraki,
Da bliu t na svet zvezdami pobed, besa ne uniat' v drake.
Razmetat' rep'i po kraiam zemli, nynche duraku sila.
Da s nebes sorvat' beshenuiu tat', solntsu pomogi, milyj!

KTO videl kak po nebu plyvet ogon', kakaia v sinem radost' zolotogo Am Dm Am
Kak k vodopoiu spuskaetsia belyj kon', kak otrazhaet solntsa luch ego podkovy
Kto videl kak iskriatsia resnitsy zor', kak ot rosy skol'ziat po travam perelivy
Kto videl kak iz serdtsa ekhodit bol', kak khorosho, legko i kak krasivo

Ne v adu ne v raiu, a na samom kraiu
Gde zimoj otradias' pravil blednyj pocherk
Chtoby sny razmetat' nad zemleiu opiat'
Bilsia s mut'iu duren' tri dnia i tri nochi

Svet vesennikh zvezd pl l priad' tvoikh volos
Solntsa luch byl v ego puke kak siian'e klinka
Gde trava vysoka, da zlotye kol'tsa
I ia tam tozhe byl i ehtot skaz slozhil
A nad nami po sej den' gorit SOLNTSE....

Tolo e Sol

Não é Deus, é o capeta, vive no mundo um otário
Sem rei na cabeça, como se estivesse na palma da mão
Naquelas terras onde há fogo, fome, mar e incêndio,
Onde a fumaça se espalha como nuvens pela terra.

Assim ele viveu na poeira, não se enredou, não girou,
Com fé e verdade serviu ao vento, de alma aberta.
Como encontrou o Sol e passou pelas estrelas,
Eu te conto, ESCUTA!

Através de trinta e nove terras, céu no horizonte,
A escuridão dança sobre troncos apodrecidos
E traz à luz a cinza cinza da sujeira
E sobre toda a terra não há Sol há cem anos
Só a noite e os pedaços de estrelas despedaçadas.

E o povo nessas terras em confusão e desespero
E não de repente, não de uma vez, esqueceu que viveu diferente
Na dança das noites, o fogo brilha nos olhos
E com o tempo, nessas terras não restou mais nada.

Gelo de olhos vazios, coração apressado, fumaça de palavras
Persegue o otário pela terra sonolenta
Onde não brilha o pôr do sol, onde não dançam as auroras
Quantos anos na estrada, e quantos ainda pela frente
Como ajudar o otário a superar a DOR...

No céu, explode um demônio com cabelos de erva-mate,
E brilha para o mundo com estrelas de vitória, não deixe o demônio na briga.
Espalhar ervas pelos cantos da terra, agora o otário é forte.
E do céu arranque a demônia furiosa, ajuda o Sol, querido!

QUEM viu como o fogo flutua pelo céu, que alegria dourada no azul
Como um cavalo branco desce até a fonte, como reflete o raio do Sol em sua ferradura
Quem viu como as pálpebras cintilam ao amanhecer, como escorrem de orvalho pelos campos reluzentes
Quem viu como a dor sai do coração, como é bom, leve e bonito.

Nem no inferno, nem no céu, mas no próprio limite
Onde no inverno se alegra a letra pálida
Para que os sonhos se espalhem sobre a terra novamente
Bateu-se com a confusão do otário por três dias e três noites.

A luz das estrelas da primavera brilha em teus cabelos
O raio do Sol estava em sua cabeça como o brilho de um sino
Onde a grama é alta, e os anéis são dourados
E eu também estive lá e essa história eu contei
E sobre nós, até hoje, brilha o SOL....

Composição: