395px

Quarentena

Alisa

Karantin

Iz okna viden dom i eshche viden sad,
I eshche - monument, on stoit, kak sintaksicheskij znak.
On bditelen.
Bezlikij geroj slovesnykh dnej
Ustal derzhat' zvuk, a kogda-to ty byl v ehtom korifej.
Osmotritelen.
Ehpidemiia vnimaniia raspolzlas' po vsem uglam,
Ostaviv lish' vospominaniia o tom, chto chto-to znal i sam.
My stali bditel'ny.

Daleko-daleko zavela nas igra
I, kak krepost', stoiat doma.
Kto reshitsia na smekh? Kto projdet cherez dym?
Kto osmelitsia sniat' karantin?

Iz okna viden dom i eshche viden sad,
I eshche - monument, on stoit, kak sintaksicheskij znak.
On bditelen.
A mysli - ehto predrassudok, o ikh nado zabyt'.
Nado byt' i storozhit', i nado men'she pet' i govorit'.
Vot kak nado!
Tak uchat nas uchitelia, ikh delo uchit',
Oni smorkaiutsia v platki i shepchut: "Vot tak!
Tol'ko tak i nado zhit'!"
Ved' oni bditel'ny.

Quarentena

Pela janela vejo a casa e também o jardim,
E ainda - um monumento, ele está ali, como um sinal.
Ele vigia.
Um herói sem rosto dos dias verbais
Cansou de manter o som, e um dia você foi esse mestre.
Ele observa.
A epidemia da atenção se espalhou por todos os cantos,
Deixando apenas lembranças do que sabia e do que era.
Nós nos tornamos vigilantes.

Lá longe, longe, o jogo nos levou
E, como uma fortaleza, ficamos em casa.
Quem vai se atrever a rir? Quem vai passar pela fumaça?
Quem vai ter coragem de romper a quarentena?

Pela janela vejo a casa e também o jardim,
E ainda - um monumento, ele está ali, como um sinal.
Ele vigia.
Mas os pensamentos - isso é preconceito, é preciso esquecer.
É preciso estar alerta, e é preciso cantar e falar menos.
É assim que deve ser!
Assim nos ensinam os professores, seu trabalho é ensinar,
Eles assoam o nariz em lenços e sussurram: "É assim!
Só assim é que se deve viver!"
Pois eles estão vigilantes.

Composição: