Shabash-2
Sneg na lunnom pole
Zametal sledy,
Volki toropili polnoch', to byla ikh noch'.
Chertovy kolesa
Nas zvezdami nesli,
Nebo kruzhila snezhnaia doch'.
Chudu doveriali,
Verili bede,
Videli, kak bosikom po sugrobam shli oblaka.
Luch tselovali
Utrennej zvezde
Da u berez v moroz prosili moloka.
Sladko da nedolgo
Po dushe guliat',
Lunnym otvarom noch' opoila veshchie sny.
Krov' zamutila
Chertova mat'
I otpustila petliat' do vesny.
No golovu shal'nuiu
Pulej ne spasti,
V'iuga zatianet zharkuiu ranu belym rubtsom.
Naudachu besu
Spinu ne kresti,
Podmigni da spliun', kol' uznal v litso.
Likho na potekhe,
Svistoplias v petle,
Rvi iz-pod reber serdtse na radost' stae voron.
Telo na plakhe,
Ten' na metle
Da pod dugoj zolotoj perezvon.
Kto za chto v otvete,
S tem i prozhivet,
Vremia pokazhet, kto chego stoil v ehtoj purge.
Kto tam, na tom svete,
Kruzhit khorovod,
Ob'iasnit v moment palets na kurke.
Shabash-2
Neve no campo lunar
Limpou as pegadas,
Os lobos apressavam a meia-noite, era a noite deles.
As rodas do diabo
Nos levavam entre as estrelas,
O céu girava, a filha da neve.
Confiavam em milagres,
Acreditavam na desgraça,
Viram como as nuvens andavam descalças sobre os montes de neve.
Beijavam o raio
Na estrela da manhã
E pediam leite ao frio à beira da árvore.
Doce, mas por pouco
A alma se divertia,
A abertura lunar embriagava com sonhos proféticos.
O sangue turvou
A mãe do diabo
E deixou a corda solta até a primavera.
Mas a cabeça insana
Não se salva com balas,
A nevasca cobrirá a ferida ardente com um pano branco.
Na sorte do demônio
Não se curve a dor,
Pisca e cospe, se ele te reconhecer na cara.
A desgraça na corrente,
Assobios na corda,
Arranca do peito o coração para a alegria do bando de corvos.
O corpo na prateleira,
A sombra na vassoura
E sob o arco dourado o tilintar.
Quem por quê na resposta,
Com isso viverá,
O tempo mostrará quem valeu a pena nesta tempestade.
Quem está lá, do outro lado,
Dançando em roda,
Explicará no momento o dedo no bico.