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Dançar

Alisa

Tantsevat'

Kak prosto stat' peplom,
Tantsuia v tsentre ognia.
No, Bozhe, kak radostno videt' zrachki
Dariashchego zalp.
Nad moej golovoj polykhaet zakat,
Pod nogami tleet zemlia.
Ia vyros na pepelishche.
Ia li v tom vinovat?
Polupauk, polulebed',
Ia shagnul v noch',
Chtoby slozhit' kostior
V chest' lysoj gory.
Zemlia kromsala nebo
Shtykami mogil'nykh kholmov.
Zemlia shipela: "Sgorish'!"
No nebo pelo: "Gori!"
Ia shagnul v noch',
I zviozdy legli na asfal't.
Radugu benzinovykh luzh
Ia plesnul oblakam.
Mne khotelos', chtob gorod chuvstvoval nebo
Kazhdym nervom, kazhdym oknom.
Mne li bylo ne znat', kak ne khvatalo liubvi
Ehtim bol'shim gorodam.
Ia shagnul v noch',
No gorod po-prezhnemu spal,
I tol'ko zviozdy padali vniz,
Ne v silakh bol'she mertsat'.
Zdes' steny darili lish' steny,
A asfal't - tol'ko asfal't,
I tol'ko kryshi darili mne nebo,
Kryshi uchili menia tantsevat'.

Tantsevat', kogda padaet sneg,
Tantsevat', kogda padaiut ptitsy.
V tantse polumesiatsa polden'.
Otkrojte mne dver'!
Tantsevat', kogda solntse v litso,
Tantsevat', kogda traur na litsakh,
Tantsevat'...

Tantsevat', kogda padaet sneg,
Tantsevat', kogda padaiut ptitsy.
Tantsevat', kogda solntse v litso,
Tantsevat', kogda traur na litsakh.
Tantsevat' na p'ianykh stolakh,
Tantsevat' na mogilakh druzej,
Tantsevat' i ne pomnit', ne pomnit' o nej,
Tantsevat' i molit'sia,
Tantsevat' vsio teplej i teplej,
teplej i teplej,
teplej i teplej...

Dançar

Como é simples se tornar cinzas,
Dançando no centro do fogo.
Mas, Deus, como é bom ver os olhinhos
Brilhando na escuridão.
Sobre minha cabeça, o pôr do sol consome,
Debruçando-se sobre a terra.
Eu cresci nas cinzas.
Eu sou o culpado?
Meio aranha, meio cisne,
Eu entrei na noite,
Para acender a fogueira
Em homenagem à montanha nua.
A terra tremia com o céu
Com estacas de tumbas.
A terra sussurrava: "Você vai queimar!"
Mas o céu gritava: "Queime!"
Eu entrei na noite,
E as estrelas caíram sobre o asfalto.
O arco-íris de poças de gasolina
Eu joguei nas nuvens.
Eu queria que a cidade sentisse o céu
Com cada nervo, cada janela.
Eu não sabia que faltava amor
Para essas grandes cidades.
Eu entrei na noite,
Mas a cidade ainda dormia,
E só as estrelas caíam,
Sem forças para brilhar mais.
Aqui, as paredes só davam paredes,
E o asfalto - só asfalto,
E só os telhados me davam o céu,
Os telhados me ensinaram a dançar.

Dançar quando a neve cai,
Dançar quando os pássaros caem.
Na dança, o crepúsculo se mistura ao meio-dia.
Abram-me a porta!
Dançar quando o sol brilha no rosto,
Dançar quando a tristeza está nas bochechas,
Dançar...

Dançar quando a neve cai,
Dançar quando os pássaros caem.
Dançar quando o sol brilha no rosto,
Dançar quando a tristeza está nas bochechas.
Dançar em mesas bêbadas,
Dançar sobre os túmulos dos amigos,
Dançar e não lembrar, não lembrar dela,
Dançar e rezar,
Dançar cada vez mais quente,
Mais quente e mais quente,
Mais quente e mais quente...

Composição: