Zemlia
Ia nachinaiu put',
Vozmozhno, v ikh kotlakh uzhe kipit smola,
Vozmozhno, v ikh vareve rtut',
No ia nachinaiu put'.
Ia prinimaiu boj,
Byt' mozhet, ia mnogo beru na sebia,
Byt' mozhet, ia kartonnyj geroj,
No ia prinimaiu boj.
Ia govoriu:
Zhivym - ehto lish' ostanovka v puti,
Mertvym - dom.
Smirnoe vremia,
Smirnye dni,
Bol' i radost' pochistili zuby i spiat,
Zvuk, kotorym kogda-to byl krik,
V rot nabral vody
I prikusil iazyk.
Rzhavchina
Vyzhzhennykh zvezd
Otrazhaet promezhutki somnitel'nykh let.
Plesen' neset svoj post,
Prikryvaia pokrytyj korostoj pogost.
Volch'ia iagoda,
Chernaia krov',
Nemoe temnovod'e vodit teni po dnu,
Iazyki publichnykh kostrov
Lizhut litsa.
Ehj, nachal'nik! Pokornykh - v rov!
Pot napomazhennykh tush,
Zhirnye rty pletut sliunoj kruzheva,
Zver' lakaet iz luzh
Dushi tekh, kto prinial pechat'.
Maehstro, tush!
Zhivym - ehto lish' ostanovka v puti...
Terra
Eu comecei o caminho,
Talvez, em seus caldeirões já fervente a piche,
Talvez, em sua fervura mercúrio,
Mas eu começo o caminho.
Eu aceito a luta,
Pode ser que eu carregue muito em mim,
Pode ser que eu seja um herói de papel,
Mas eu aceito a luta.
Eu digo:
Vivos - isso é só uma parada no caminho,
Mortos - lar.
Tempo tranquilo,
Dias calmos,
Dor e alegria limparam os dentes e dormem,
O som que um dia foi grito,
Encheu a boca de água
E eu mordi a língua.
Ferrugem
De estrelas queimadas
Reflete os intervalos de anos duvidosos.
O mofo traz seu recado,
Cobrir o que está coberto de crosta.
Baga de lobo,
Sangue negro,
O silêncio das águas escuras arrasta sombras no fundo,
Línguas de fogueiras públicas
Lambem rostos.
Eh, chefe! Os humildes - para a vala!
Suor de corpos amassados,
Bocas gordas tecem rendas de saliva,
A fera lambe das poças
Almas daqueles que aceitaram a marca.
Maestro, fogo!
Vivos - isso é só uma parada no caminho...