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Jogo de Gênero

Alix Olson

Gender Game

You wanna give me a shiner
Cause I look like this
And I got a vagina?
See, I'm familiar with this Gender Game,
I've played this war many times before
On this playground called my identity
When puberty hit like dodge balls
And freeze-tagged as sissy-fagged
My best friend dissed me- common interests,
Different anatomy.

See, vagina meant quieter, caretaker, peacemaker.
Vagina meant keeping lips closed, keeping bodies posed.
Vagina was silent dolls and no action toys,
Vagina was punches when I played with the boys.
So I learned to take it in the stomach, I learned to Fight to make friends.

And as I learned to make that bullshit end,
Vagina became a slippery slide for my little finger
Vagina became a quiver that lingered,
Vagina became what I looked for, worked for, stood for,
I "Viva La Vagina'd all over the place!"
I revitalized Vagina's grace, I discovered vagina's taste.
I became a fine diner. Put my face in vagina after vagina.

And then I was faced with some other lipservice
Putting me in my place
That Vagina should not be liberator.
But dictator.
Of the shoes we wear. The hair we crop.
The palms we clasp. The way we walk.
The space we use. The threads we choose.
Well, I refuse to follow suit.
Cause I gotta confess, my straight jacket is a dress.
You know it used to be a crime
To wear clothes that didn't scream
"Vagin-A!"
I wear these shoes so I can move with my own easy spirit.
I don't shave my legs cause
It gets cold. Besides, my legs rebel
Against the bloody hell of
Shaved and sliced
And since when is my body hair something to judge?
Is furry a male privilege-
Or a patriarchal plot by gillette?
I don't cut my nails cause I've got hammering to do.
I'm pounding out my path as I cruise this gender landscape,
As I peruse the choice between silence and
Violence.

Matthew Shepard was bent, so you hang him to a fence,
Brandon Teena was murdered as a liar for hiding his
Vagina. And I can't even sit
In a restaurant without causing a stir:
"Whaddya have sir? Whaddya have sir? Whaddya have sir?"
I have a Vagina!

Yes, I've got a vagina and you can still call me sir,
Cause I can't cure
This visual disease of yours.
But I don't give a damn about "Sir" or "Ma'am".
So, in the "F" or "M" boxes they give,
I forgive myself for not fitting in
And blame the world for lack of clarity.
I deliberate.
Penis? I got one y'know. I write down "d" for dildo,
I write down "D" for
"Don't know," I fill in "F" for
fi-fie-foe male!
Yes, I'm a giant Vagina!
And I am too big for these boxes they give,
Too real for this Gender Toyland
Built over soiled contradictions
With Barbie bricks and Ken cornerstones
Built over the skulls and bones of our Transgendered Ancestors.
Danger:
She-men working above. And beyond. You.

Yes, we are Deconstruction Workers.
We are exposing unfounded bedrocks
That bed us to one sex, that wed us to one gender.
We are overturning those stones,
We are throwing them back.
We are making revolution
A gender evolution.
We are invoking strategy, we are revoking shame.
And we are calling it. We are calling it
Refusal to be Named.

Jogo de Gênero

Você quer me dar um soco
Porque eu pareço assim
E eu tenho uma vagina?
Veja, eu conheço bem esse Jogo de Gênero,
Já joguei essa guerra muitas vezes antes
Nesse parquinho chamado minha identidade
Quando a puberdade chegou como bola de dodge
E me congelou como um viadinho
Meu melhor amigo me ignorou - interesses em comum,
Anatomia diferente.

Veja, vagina significava mais quieta, cuidadora, pacificadora.
Vagina significava manter os lábios fechados, manter os corpos parados.
Vagina era bonecas silenciosas e brinquedos sem ação,
Vagina era socos quando eu brincava com os meninos.
Então eu aprendi a levar na barriga, aprendi a lutar para fazer amigos.

E enquanto eu aprendia a fazer essa palhaçada acabar,
Vagina se tornou um escorregador escorregadio para meu dedinho
Vagina se tornou um tremor que persistia,
Vagina se tornou o que eu procurava, pelo que eu lutava, pelo que eu defendia,
Eu "Viva La Vagina'do por toda parte!"
Revitalizei a graça da Vagina, descobri o gosto da vagina.
Me tornei uma grande apreciadora. Coloquei meu rosto em vagina após vagina.

E então eu enfrentei alguns outros discursos vazios
Colocando-me no meu lugar
Que a Vagina não deveria ser libertadora.
Mas ditadora.
Dos sapatos que usamos. Do cabelo que cortamos.
Das palmas que unimos. Do jeito que andamos.
Do espaço que usamos. Dos fios que escolhemos.
Bem, eu me recuso a seguir o padrão.
Porque eu tenho que confessar, meu espartilho é um vestido.
Você sabe que costumava ser um crime
Usar roupas que não gritassem
"Vagin-A!"
Eu uso esses sapatos para poder me mover com meu próprio espírito leve.
Não depilo minhas pernas porque
Fica frio. Além disso, minhas pernas se rebelam
Contra o inferno sangrento de
Depiladas e cortadas
E desde quando meu pelo corporal é algo a ser julgado?
É peludo um privilégio masculino -
Ou uma trama patriarcal da gillette?
Eu não corto minhas unhas porque tenho marteladas a fazer.
Estou abrindo meu caminho enquanto navego por essa paisagem de gênero,
Enquanto examino a escolha entre silêncio e
Violência.

Matthew Shepard foi torturado, então você o pendurou em uma cerca,
Brandon Teena foi assassinado como um mentiroso por esconder sua
Vagina. E eu não consigo nem sentar
Em um restaurante sem causar alvoroço:
"O que você vai querer, senhor? O que você vai querer, senhor? O que você vai querer, senhor?"
Eu tenho uma Vagina!

Sim, eu tenho uma vagina e você ainda pode me chamar de senhor,
Porque eu não posso curar
Essa sua doença visual.
Mas eu não dou a mínima para "Senhor" ou "Senhora".
Então, nas caixas de "F" ou "M" que eles dão,
Eu me perdoo por não me encaixar
E culpo o mundo pela falta de clareza.
Eu delibero.
Pênis? Eu tenho um, sabe. Eu escrevo "d" para dildo,
Eu escrevo "D" para
"Não sei," eu preencho "F" para
fi-fie-foe masculino!
Sim, eu sou uma gigante Vagina!
E eu sou grande demais para essas caixas que eles dão,
Real demais para esse País dos Brinquedos de Gênero
Construído sobre contradições sujas
Com tijolos da Barbie e pedras angulares do Ken
Construído sobre os crânios e ossos de nossos Ancestrais Transgêneros.
Perigo:
Ela-homens trabalhando acima. E além. Você.

Sim, nós somos Trabalhadores da Deconstrução.
Estamos expondo fundamentos infundados
Que nos prendem a um sexo, que nos casam a um gênero.
Estamos virando essas pedras,
Estamos jogando-as de volta.
Estamos fazendo revolução
Uma evolução de gênero.
Estamos invocando estratégia, estamos revogando a vergonha.
E estamos chamando isso. Estamos chamando isso
Recusa em ser Nomeado.

Composição: Alix Olson