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Letra

    O cabra nordestino
    Foi para o Acre cortar seringa
    E fazer seu pé-de-meia
    Lá no coração da selva
    Onde aviamento rimava com sofrimento
    A malária era companheira
    A onça o seu medo
    A solidão o seu cais
    Para seu alento havia na virgem mata
    O cantar do uirapuru
    E a alvorada dos guaribas
    Poronga nos caminhos alumiava e alumiou
    Às quatros já saia pra vida pro labor
    Seringueiro que fez a Bolívia de cá
    Defumando borracha quem lucrou foi patrão

    Sonhava a volta pro sertão
    Sem saldo foi ficando
    E no tempo a escravidão
    E se arribou do seringal
    Com trapos no corpo
    Cara e coragem
    Chegou na capital
    Na periferia
    O cabra nordestino
    Vai traçando o seu destino
    Com os filhos que Deus lhe deu
    No mundo de Deus-dará
    No mundo de Deus-dará
    No mundo de Deus-dará

    Composição: Allan Carvalho / Cincinato Jr / Cezar Escócio / Camilo Delduque / mario connor. Essa informação está errada? Nos avise.

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