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A Janelinha

Alta Densidad

La Ventanilla

Si no te pilla la ventanilla confesao
la ventanilla le hace papilla al más pintao
la ventanilla, que pesadilla,
la ventanilla da la puntilla al más pintao.

Buenos días amable funcionario
servidor solicita su favor
ruego a usted me procure un formulario
aquel de la franjita bicolor.
Traigo encima todo lo necesario
el carnet, cuatro timbres y un jamón,
los penales con tufo de incensario
y los certificados de adhesión.

Es en la ventanilla veinticuatro
allí es donde lo debe de entregar
convenientemente reintegrado
con una garantía prepostal
además aún le faltan siete pólizas
dos de tres, tres de cinco y dos de diez
el precepto pascual de su parroquia
y la huella de un dígito del pie.

Santo cielo, yo ya me lo temía
no me diga que tengo que volver
como puedo vivir sin fe de vida
ay cuando se lo cuente a mi mujer
hace ya cuatro meses que no existo
todo porqué me falta ese papel
por favor quiero hablar con el ministro
a ver si esto se aclara de una vez.

Ya empezamos con la historia de siempre
dónde se habrá creído usted que está
a este le ha dado ya el delirium tremens
así es como pretenden dialogar
ya se creen que estamos en Europa
a la cola, a la calle, o a callar.
Jopelines, jopestes, filijoyas
¡Mas respeto que soy la autoridad!

A Janelinha

Se a janelinha não te pegar, confissão
A janelinha faz papinha até do mais pintado
A janelinha, que pesadelo,
A janelinha dá o golpe final no mais pintado.

Bom dia, gentil funcionário
Servidor, peço sua ajuda
Rogo a você que me arrume um formulário
Aquele da faixinha bicolor.
Trago tudo que é necessário
O documento, quatro selos e um presunto,
Os penais com cheiro de incenso
E os certificados de adesão.

É na janelinha vinte e quatro
Lá é onde deve entregar
Convenientemente reintegrado
Com uma garantia pré-postal
Além disso, ainda faltam sete apólices
Duas de três, três de cinco e duas de dez
O preceito pascal da sua paróquia
E a impressão de um dedo do pé.

Santo céu, eu já suspeitava
Não me diga que tenho que voltar
Como posso viver sem a prova de vida
Ai, quando contar isso pra minha mulher
Já faz quatro meses que não existo
Tudo porque me falta esse papel
Por favor, quero falar com o ministro
Pra ver se isso se resolve de uma vez.

Já começamos com a mesma história de sempre
Onde você acha que está?
Esse aqui já tá com delirium tremens
Assim é como pretendem dialogar
Já acham que estamos na Europa
Na fila, na rua, ou calar a boca.
Caramba, que absurdo, que palhaçada
Mais respeito, que eu sou a autoridade!

Composição: