bruno
Ahora vienes con el lodo entre las manos como si no hubieras agarra'o la piedra
Y te esperas un espacio en mi cama, que tienes varios problemas y que yo te los resuelva
No, mano, ya te estás pasando: La pupila dilatada y ni hablar de tu quijada
No, papi, ¿ahora en qué te metiste? Estás hasta temblando, neta, ¿qué te pasa?
¿Por qué agachas la mirada? ¿Por qué no me hablas claro?
¿Por qué, si no te parece, entonces sigues a mi lado?
¿Por qué nunca estás presente y siempre estás de negativo?
¿Por qué estar contigo se siente tan adictivo?
¿Qué hago yo aquí pensando en tus caricias
Derrotado, esperando tus noticias?
No sé qué más duele: Que me hayas puesto los cachos
O verte otra vez llegar así de borracho
Yo quise intentarlo, pero tú, tú ya no eras tú
Quise rescatarlo, pero tú, tú ya no eras tú
La misma cara que me gusta al despertar
La misma risa de diablillo como Bart
Yo quise intentarlo, pero tú
Ya quién sabe es madrugada y no contestas las llamadas
Le marqué a todos tus panas y ni saben dónde andabas
Le iba a marcar a tu jefa, pero le tengo respeto
Ahora yo soy el loco porque en todo me entrometo
Ya ni para hablarte, te pondrás violento
Vienes de pelearte con tu resentimiento
Y mil cosas más que no quieres arreglar
Buscando una metáfora para no hablar
Siempre ensimismado, encontrando algún pretexto
Predicando paz y ejerciendo to' lo opuesto
Oscuridad en la casa y candil de la calle
Justo así como decía mi madre
¿De qué vas? ¿De quién vas? ¿De qué vas tú?
¿Qué te traes? ¿Dónde está el que sí es tú?
No es normal, basta ya, este no eres tú
¿De qué vas? ¿De quién vas? ¿De qué vas tú?
Qué desalmante me sabe amargo
Pero tranquilo, que tampoco soy un santo
No fui importante, me queda claro
Solo querías sentirte acompañado
Pero juras que no y me miras con esos ojos
(Ora, ora, aguanta, Wey)
A la mañana haces que me olvide tus enojos
(Algo tienes, cabrón)
Haces que pierda mis poderes, olvidar a otras mujeres
Papi, dime que me quieres, hoy no importa quién tú eres
Si estás sembrando laureles, donde fueres, lo que vieres
Estoy harto de ti, pero no de tus placeres
Yo quise intentarlo, pero tú, tú ya no eras tú
Quise rescatarlo, pero tú, tú ya no eras tú
La misma cara que me gusta al despertar
La misma risa de diablillo como Bart
Yo quise intentarlo, pero tú
bruno
Agora você vem com a lama nas mãos como se não tivesse pegado a pedra
E espera um espaço na minha cama, dizendo que tem vários problemas e que eu resolva
Não, mano, já tá passando dos limites: A pupila dilatada e nem falar da sua mandíbula
Não, papi, em que você se meteu? Você tá até tremendo, sério, o que tá pegando?
Por que você desvia o olhar? Por que não fala claro?
Por que, se não tá achando, então continua do meu lado?
Por que nunca tá presente e sempre tá negativo?
Por que estar com você é tão viciante?
O que eu tô fazendo aqui pensando nas suas carícias
Derrotado, esperando suas notícias?
Não sei o que dói mais: Você ter me traído
Ou te ver chegar assim, todo bêbado
Eu quis tentar, mas você, você já não era você
Quis resgatar, mas você, você já não era você
A mesma cara que eu gosto ao acordar
A mesma risada de diablinho como o Bart
Eu quis tentar, mas você
Já quem sabe, é madrugada e você não atende as chamadas
Liguei pra todos os seus amigos e nem sabem onde você tá
Eu ia ligar pra sua mãe, mas tenho respeito
Agora eu sou o louco porque me intrometo em tudo
Nem pra falar com você, você vai ficar violento
Vem de brigar com seu ressentimento
E mil coisas mais que você não quer resolver
Buscando uma metáfora pra não falar
Sempre absorto, encontrando algum pretexto
Pregando paz e fazendo tudo ao contrário
Escuridão em casa e luz da rua
Justo assim como dizia minha mãe
Do que você tá? De quem você tá? Do que você tá?
O que você tem? Cadê o que realmente é você?
Não é normal, chega, esse não é você
Do que você tá? De quem você tá? Do que você tá?
Que desalmante me sabe amargo
Mas fica tranquilo, que também não sou um santo
Não fui importante, isso tá claro
Só queria que você se sentisse acompanhada
Mas você jura que não e me olha com esses olhos
(Agora, agora, espera, cara)
De manhã você faz eu esquecer suas raivas
(Tem algo em você, seu cabrão)
Faz eu perder meus poderes, esquecer outras mulheres
Papi, me diz que me ama, hoje não importa quem você é
Se você tá plantando louros, onde for, o que ver
Tô cansado de você, mas não dos seus prazeres
Eu quis tentar, mas você, você já não era você
Quis resgatar, mas você, você já não era você
A mesma cara que eu gosto ao acordar
A mesma risada de diablinho como o Bart
Eu quis tentar, mas você
Composição: Aldo Toxqui Montiel