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Talismã

Altafé

talismán

De este lado estamos curseados todos
Asimilando la guadaña y la oz
Cada grano de arena le pone precio a mi ser
Cada gramo de yerba le pone al botón al rec

Sin tanta prisa voy por mi talismán
Los consejos que sigo y consigo son del tío chan
Por eso va como va, esquivo la mano del mal
Y las siete fortunas algún día me llegarán

Sé que pronto llegará, Héctor Lavoe
Todo tiene su final, willie colón
Nací torcido no pude enderezarme
Ni con mis raíces de roble y de sauce

Frente a mis fauces, dos enanos y un fauno
Trece quimeras que se están desarmando
Ya caí con las sirenas, ya me volví de piedra
Por una medusa de grandes caderas

¿Y sabes qué?
Yo me fui, por otro lado, desde hace tiempo
Necesitaba aire porque
Todo en mi vida me sabía tan poco
Perdón si equivoco, pero ahora lo noto
Saqué la zona de confort de la ecuación
Un cambio de aire y se respira mejor
Pero, pero, siempre hay un pero

Por eso ahora a distancia observo
Qué nunca más se me acerquen cuervos
Yo sigo terco y me estoy definiendo
Roberto Carlos, lo estoy definiendo

Dos días malos por uno más o menos
Nos encontramos, seguro nos perdemos
Al menos hoy sé dónde me encuentro
Dejé unos restos hacia mis restos

Veo el camino recto y derrapo hasta volcar
Si el plato está servido, como hasta el final
Aprendí a regar la tierra antes de cosechar
Supe ser paciente, consciente de la ansiedad

Criado por mamá, vago por decisión
Amigos imaginarios por toda la mansión
Falta discernir realidad de la ficción
O me tiro al vacío cumpliendo la última misión

¿Y sabes qué?
Yo me fui, por otro lado, desde hace tiempo
Necesitaba aire porque
Todo en mi vida me sabía tan poco
Perdón si equivoco, pero ahora lo noto
Saqué la zona de confort de la ecuación
Un cambio de aire y se respira mejor
Pero, pero, siempre hay un pero

Talismã

Deste lado estamos todos amaldiçoados
Assimilando a foice e o machado
Cada grão de areia dá preço ao meu ser
Cada grama de erva dá ao botão o rec

Sem tanta pressa vou atrás do meu talismã
Os conselhos que sigo e alcanço são do tio chan
Por isso vai como vai, evito a mão do mal
E as sete fortunas um dia chegarão a mim

Sei que logo chegará, Héctor Lavoe
Tudo tem seu fim, Willie Colón
Nasci torto, não pude me endireitar
Nem com minhas raízes de carvalho e salgueiro

Diante de mim, dois anões e um fauno
Treze quimeras se desfazendo
Já caí com as sereias, já me tornei pedra
Por uma medusa de grandes quadris

E sabe o quê?
Eu fui para outro lado, há muito tempo
Precisava de ar porque
Tudo na minha vida parecia tão pouco
Desculpe se estou enganado, mas agora percebo
Tirei a zona de conforto da equação
Uma mudança de ar e se respira melhor
Mas, mas, sempre há um mas

Por isso agora observo à distância
Que nunca mais corvos se aproximem de mim
Sigo teimoso e me definindo
Roberto Carlos, me definindo

Dois dias ruins por um mais ou menos
Nos encontramos, com certeza nos perdemos
Pelo menos hoje sei onde estou
Deixei alguns restos em direção aos meus restos

Vejo o caminho reto e derrapo até capotar
Se o prato está servido, como até o final
Aprendi a regar a terra antes de colher
Soube ser paciente, consciente da ansiedade

Criado pela mamãe, vagabundo por decisão
Amigos imaginários por toda a mansão
Falta discernir realidade da ficção
Ou me jogo no vazio cumprindo a última missão

E sabe o quê?
Eu fui para outro lado, há muito tempo
Precisava de ar porque
Tudo na minha vida parecia tão pouco
Desculpe se estou enganado, mas agora percebo
Tirei a zona de conforto da equação
Uma mudança de ar e se respira melhor
Mas, mas, sempre há um mas

Composição: Aldo Toxqui Montiel