395px

u¥2

Altafé

u¥2

No tenía sentido pero lo hice igual
No entendía el peso del tú qué dirás
Seguirás, ¿qué pensarás?
Yo me arrepiento de dejarme llevar

Tanta vida nueva y tanto fantasma viejo
Ahí me quedó claro que yo estaba huyendo
Me encargué de tomar el papel de víctima
Y montar todo un show pa la película

Y aunque más de una vez ofrecí tu lugar
Y aunque más de una vez te lo quisieron robar
Quise decir que no, quise decirme no
Al final quise jugarle al que podía con to

Nah, mami obvio que no era por ahí (ay)
Ya te decía que dos como tú no hay
Y qué es seguir adelante, sin mirar atrás?
Si por más que camino no logro avanzar

Pa este cascanueces Cada martes es trece
Ya no hay a quien rece cuando su pecho escuece
Cada puñalada, sabe que la merece
Cultiva amor porque lo que se cultiva crece

Intenté seguirte y ya estabas muy lejos
El llanto de la luna está zumbando en mis huesos
Oigo tu voz en la noche y no es casualidad
Está oculta entre mi almohada y mi soledad

Fuiste una bocanada de humo, una gota de sudor
No hubo beso de andén, el tren fue a todo vapor
La braza del recuerdo aún genera calor
De la chispa entre un poeta y una bruja del amor

No sé dónde estarás
Ni con quién andarás
Los cuadros del pasillo preguntan porque no te ven más
No sé cómo explicarles que no volverás
Que tú ya vienes tarde y yo no pienso regresar

Y aunque duela tu ausencia, aunque te ame con vehemencia
Si no puedo darte amor pagaré indiferencia
A pesar de tu presencia eres un cascarón
Solo te encuentro en el pasillo de mis párpados

Traías tu armadura porque yo estaba en la guerra
Debimos escucharnos y salir de la trinchera
Pero fui yo quién disparó a sangre fría
Juro que eres maga y que lo eres todavía

u¥2

Não fazia sentido, mas eu fiz assim
Não entendia o peso do que você dirá
Você vai seguir, o que vai pensar?
Eu me arrependo de me deixar levar

Tanta vida nova e tanto fantasma velho
Ali ficou claro que eu estava fugindo
Assumi o papel de vítima
E montei todo um show pra essa história

E mesmo mais de uma vez ofereci seu lugar
E mesmo mais de uma vez tentaram te roubar
Quis dizer que não, quis dizer pra mim não
No final, quis brincar de quem podia com tudo

Nah, miga, óbvio que não era por aí (ai)
Já te dizia que duas como você não há
E o que é seguir em frente, sem olhar pra trás?
Se por mais que eu ande, não consigo avançar

Pra esse quebra-nozes, cada terça é treze
Já não tem quem reze quando o peito arde
Cada facada, sabe que merece
Cultive amor, porque o que se cultiva cresce

Tentei te seguir e você já estava longe
O choro da lua tá zumbindo nos meus ossos
Ouço sua voz à noite e não é por acaso
Está escondida entre meu travesseiro e minha solidão

Você foi uma baforada de fumaça, uma gota de suor
Não teve beijo na plataforma, o trem foi a mil por hora
A brasa da lembrança ainda gera calor
Da faísca entre um poeta e uma bruxa do amor

Não sei onde você estará
Nem com quem andará
Os quadros do corredor perguntam por que não te veem mais
Não sei como explicar que você não voltará
Que você já vem tarde e eu não penso em voltar

E mesmo que doa sua ausência, mesmo que eu te ame com fervor
Se não posso te dar amor, pagarei com indiferença
Apesar da sua presença, você é um cascarão
Só te encontro no corredor das minhas pálpebras

Você trazia sua armadura porque eu estava em guerra
Deveríamos ter nos escutado e saído da trincheira
Mas fui eu quem disparou a sangue frio
Juro que você é uma maga e que ainda é.

Composição: Aldo Toxqui Montiel / Alejandro Ramos