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No Fundo do Inferno

Altoriu Seseliai

Á Dar Gilesná Pragarà

Yra salis ten kur zmones pavarge
po ziemu simtameciu speiguotu
savo rankomis kasa savo rankomis seja
deja dygsta rugiai o ne duona

rugius pjauna ir maino i siaudus
su spalvotais pirkliais tolimiausiu saliu
puikiai zino siaudai neisgelbes
nepades ir rugiai juk ne duona

uz ka nauja ir siela ir prota parduotu
bet kas duos nors skatika uz likima zmogaus
jau seniai suskaiciuota nulemta aisku ir tikra
jiems belieka tik laukti kol dievas i dangu paims

arba velnias i dar gilesni pragara

No Fundo do Inferno

Há sal que as pessoas se cansam
pelo inverno de séculos gélidos
com suas mãos cavando, com suas mãos semeando
infelizmente brotam ervas daninhas e não pão

as ervas cortam e trocam por palha
com mercadores coloridos de terras distantes
sabem muito bem que a palha não salva
não ajuda e as ervas daninhas não são pão

por que venderiam alma e mente por algo novo
mas quem dará um centavo pelo destino do homem
já está há muito contado, determinado, claro e certo
só lhes resta esperar até que Deus o leve ao céu

ou o diabo ao fundo do inferno ainda mais profundo