La Bambola Di Cartone
Qualcosa che muoveva gli occhi,
due occhi finti,
mi ripeteva sempre quella ninna nanna
na na na tna na na na na no
e noi insieme a lei a cantare
na na na na na na
La stringeva al petto
quella bambola di cartone
già da quando l'ho seguita
e l'ho convinta con un fiore
anche quando le ho detto qualcosa come amore,
dopo l'amore e si è nascosta per farsi trovare,
poi è fuggita senza una ragione ed è tornata che aveva pianto.
Un vestitno le aveva fatto per coprirla
e sopra due fiori di carta ricuciti a mano,
poi le truccava il viso come fanno le donne se la cullava
e ripeteva cantando
na no no no no na na na na.
La stringeva al petto
quella bambola di cartone
e piano piano si allontanava su un treno
che la portava via
io le gridavo ancora qualcosa come
amore, amore, amore
invece lei non riusciva a parlarmi
ma tratteneva qualcosa in mente
che mi avrebbe voluto dire.
Quelle sere in riva al mare un'orchestrina suonava da lontano... (Brano solo strumentale)
A Boneca de Papelão
Algo que movia os olhos,
dois olhos falsos,
sempre me repetia aquela canção de ninar
na na na tna na na na na não
e nós juntos a ela a cantar
na na na na na na
Ela a apertava contra o peito
aquela boneca de papelão
de quando a segui
e a convenci com uma flor
mesmo quando eu disse algo como amor,
depois do amor ela se escondeu pra ser encontrada,
depois fugiu sem razão e voltou já chorando.
Um vestido ela fez pra cobri-la
e em cima dois flores de papel costuradas à mão,
depois maquiava o rosto como fazem as mulheres se a embalava
e repetia cantando
na não não não não na na na na.
Ela a apertava contra o peito
aquela boneca de papelão
e devagar se afastava num trem
que a levava embora
eu ainda gritava algo como
amor, amor, amor
mas ela não conseguia me falar
mas guardava algo na mente
que queria me dizer.
Aquelas noites à beira-mar uma orquestrinha tocava de longe... (Trecho só instrumental)