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Teresa Vendia

Alunni Del Sole

Teresa Vendeva

In un mondo intrigato e perverso
dove i morti non sanno tornare in vita
dove luci di spade che premono forte
forse lasciano andare il dolore alla morte
Teresa vendeva e si toccava le guance,
sorrideva, ma non sapeva dir niente.

Quando la sera ascoltava dalla vecchia zia
le farfalle che volano ancora sui prati
ogni tanto fingeva ma nient'altro sapeva
e rubava le spade alle sole contrade
E Teresa diceva e non era più lei
e sapeva che il sogni finisce
e altrettanto finisce la gioia di sognare.

Come fa il pescatore che trascorre le ore
quando intorno al camino c'è un silenzio di scale
mai calpestate da nessun signore
oltre tutto sfiorava con il viso il sole
E piangeva pensando alle stesse parole
Di quei giorni ce ne furono tanti nel sole.

Si provava a cercare un consiglio a un passante
che sfiorava il bel tempo e appariva contenta
E appariva filata e appariva con gli anni che aveva

E cercava la sua giovinetta ah ah
per farsi cullare da un pensiero d'amore.

Tu pensi a qualcuno oppure a nessuno
Teresa pensava ma ogni tanto, ogni tanto scordava
declinava un sorriso e alla fine del giorno
dove si lasciava, ancora lì si trovava
ed amava di stare a cantare quando arriva la sera
e col rosso di sera
bel tempo si spera ma non era contenta
è speciale, diceva ma son cose che ai vecchi
non fanno venire le stesse emozioni,
le stesse emozioni di sempre.

Teresa Vendia

Em um mundo intrigante e perverso
onde os mortos não sabem voltar à vida
onde luzes de espadas que pressionam forte
talvez deixem a dor ir para a morte
Teresa vendia e tocava suas bochechas,
sorria, mas não sabia dizer nada.

Quando à noite ouvia da velha tia
as borboletas que ainda voam pelos campos
de vez em quando fingia, mas nada mais sabia
e roubava as espadas das únicas ruas
E Teresa dizia e não era mais ela
e sabia que os sonhos acabam
e igualmente acaba a alegria de sonhar.

Como faz o pescador que passa as horas
quando em volta da lareira há um silêncio de escadas
nunca pisadas por nenhum senhor
além de tudo, tocava com o rosto o sol
E chorava pensando nas mesmas palavras
Daqueles dias houve muitos ao sol.

Tentava buscar um conselho a um transeunte
que tocava o belo tempo e parecia contente
E parecia elegante e parecia com a idade que tinha

E buscava sua juventude ah ah
para se deixar embalar por um pensamento de amor.

Você pensa em alguém ou em ninguém
Teresa pensava, mas de vez em quando, de vez em quando esquecia
declinava um sorriso e ao final do dia
onde se deixava, ainda ali se encontrava
e amava estar cantando quando chegava a noite
e com o vermelho da noite
bom tempo se espera, mas não estava contente
é especial, dizia, mas são coisas que aos velhos
não trazem as mesmas emoções,
as mesmas emoções de sempre.