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Cartas Amarelas

Alvaro Veliz

Cartas Amarillas

Soñé que volvía amanecer
Soñé con otoños, ya lejanos
Mi luz se ha apagado, mi noche ha llegado
Busque tu mirada y no la hallé

La lluvia ha dejado de caer
Sentado en la playa del olvido
Forme, con la arena
Tu imagen serena
Tu pelo con algas dibujé

Y busqué entre tus cartas
Amarillas
Mil te quiero, mil caricias
Y una flor que entre dos hojas
Se durmió
Y mis brazos vacíos
Se cerraban
Aferrándose a la nada
Intentando detener mi juventud

Al fin, hoy he vuelto a la verdad
Mis manos vacías te han buscado
La hierva ha crecido, el Sol se ha dormido
Te llamo y no escuchas ya mi voz

Y busqué entre tus cartas
Amarillas
Mil te quiero, mil caricias
Y una flor que entre dos hojas
Se durmió
Y mis brazos vacíos
Se cerraban
Aferrándose, a la nada
Intentando detener mi juventud

Cartas Amarelas

Sonhei que voltava a amanhecer
Sonhei com outonos, já distantes
Minha luz se apagou, minha noite chegou
Procurei seu olhar e não o encontrei

A chuva parou de cair
Sentado na praia do esquecimento
Formei, com a areia
Sua imagem serena
Seu cabelo com algas eu desenhei

E procurei entre suas cartas
Amarelas
Mil te amo, mil carícias
E uma flor que entre duas folhas
Adormeceu
E meus braços vazios
Se fechavam
Apertando-se à nada
Tentando segurar minha juventude

Finalmente, hoje voltei à verdade
Minhas mãos vazias te procuraram
A grama cresceu, o Sol adormeceu
Te chamo e você não ouve mais minha voz

E procurei entre suas cartas
Amarelas
Mil te amo, mil carícias
E uma flor que entre duas folhas
Adormeceu
E meus braços vazios
Se fechavam
Apertando-se, à nada
Tentando segurar minha juventude