La Adúltera (Yo En Estando)
Yo en estando en la mi cama, a na na
Durmiendo como solía
Tomi vigüelita en mano, o no no
Temblíla como solía
Donde me fuera temblarla?, a na na
En casa de mi amiga
Abre, la dije, mi alma, a na na
Abre, la dije, mi vida
El niño tengo en los brazos, o no no
Si abro despertaria
Ponle un higuito en la mano, o no no
De suyo se venseria
Las puertas tengo y de pino, o no no
Si abro rechinaria
Echa vinagre en los quisios, o no no
De suyo se abriria
El mal viejo esta durmiendo, o no no
Si abro despertaria
Échale trapos al viejo, o no no
El sueño le venseria
Ellos en estas palabras, o no no
El viejo despertaria
¿Que tienes tu, la mi mujer, o no no
Que te veo y sofocada?
Con el hijo de la vesina, o no no
Que me trujo el pan quemado
Te vea yo, la mi mujer, o no no
En un patin ladrillado
Te veas tu, el mal viejo, o no no
Con las cien hozmas de leña
Con las cien hozmas de lena, o no no
Al forno vayas quemado
A Adúltera (Eu Estando)
Eu na cama deitado, a na na
Dormindo como sempre
Com a garrafinha na mão, ou não não
Tremia como sempre
Onde eu ia tremer?, a na na
Na casa da minha amiga
Abre, eu disse, minha alma, a na na
Abre, eu disse, minha vida
O menino tá nos braços, ou não não
Se eu abrir, vai acordar
Coloca um higiênico na mão, ou não não
Ele mesmo se veria
As portas são de pinho, ou não não
Se eu abrir, vai ranger
Joga vinagre nos quiosques, ou não não
Sozinho se abriria
O velho tá dormindo, ou não não
Se eu abrir, vai acordar
Joga trapos no velho, ou não não
O sono o venceria
Eles nessas palavras, ou não não
O velho acordaria
O que você tem, minha mulher, ou não não
Que te vejo e tá ofegante?
Com o filho da vizinha, ou não não
Que me trouxe o pão queimado
Te vejo, minha mulher, ou não não
Num chão de tijolos
Te vê, o velho, ou não não
Com as cem lenhas de madeira
Com as cem lenhas de lenha, ou não não
Pro forno vai queimado