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Não existem milagres

Amaral

No existen los milagros

Desde Portugal, a la sierra de Granada,
Desde el Sacromonte a las calles de Madrid.
Aunque estemos lejos, nunca nos separaremos.
Porque te has metido entre mis huesos.
Ahora recuerdo cuando nos conocimos,
En la Plaza de la Estrella,
noche de carnaval
Noche de fiesta... Plaza de la Estrella
Como un alma en pena hasta que no salga el sol.
Por la avenida, baja un coche como un vendaval,
Y en las esquinas, la cancion del solitario.
Tú y yo vivimos una historia y en realidad ni nos miramos.
Llega el 'Reina mora', cargadito de tabaco.
Llegan los furtivos con las luces apagadas.
Duermen las chalanas, salen planeadoras.
Entre la calima, desde el mar de PorTúgal.
Por la avenida baja un coche como un vendaval,
Y en las esquinas la cancion del solitario.
Tú y yo sabemos que estas cosas no van a durar.
Tú y yo sabemos que no existen lo milagros.

Não existem milagres

Desde Portugal, até a serra de Granada,
Do Sacromonte às ruas de Madrid.
Mesmo que estejamos longe, nunca vamos nos separar.
Porque você se enfiou nos meus ossos.
Agora lembro quando nos conhecemos,
Na Praça da Estrela,
noche de carnaval
Noite de festa... Praça da Estrela
Como uma alma penada até o sol nascer.
Pela avenida, desce um carro como um vendaval,
E nas esquinas, a canção do solitário.
Você e eu vivemos uma história e na real nem nos olhamos.
Chega o 'Reina mora', cheio de tabaco.
Chegam os furtivos com as luzes apagadas.
Dormem as chalanas, saem as planeadoras.
Entre a neblina, vindo do mar de Portugal.
Pela avenida desce um carro como um vendaval,
E nas esquinas a canção do solitário.
Você e eu sabemos que essas coisas não vão durar.
Você e eu sabemos que não existem milagres.

Composição: Eva Amaral / Juan Aguirre