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Letra

    A aragem fresca da manhã valia
    Como vale minha mão direita sobre a tua
    Ondulava adulando a inocente mania
    De beber o orvalho do sereno da lua

    Dias fartos como cachos de banana prata
    Como o cheiro das fruteiras, doces tangerinas
    Como o parto verdadeiro, dor que não maltrata
    Amor de posseiro pelo vento das campinas

    Fartos como os quintais, sombras de outono
    Segredo dos matagais entre a espera e o sono
    Mato capim-de-cheiro no aceiro da fazenda
    Cantigas de rendeiras em seu ofício de rendas

    Varandas de sol, balanço de rede vadia
    Água fria de remanso, descanso no fim do dia
    Cantos de rouxinol, pérola agreste amena
    E um buxixo no paiol, mimosa a pele morena

    Eu quero a temperança, a força dos ananás
    Ser essa criança que fui e não sou mais
    A correr nos tabuleiros debaixo de um céu azul
    Colher a esperança na 'fulô' do pé de andu

    Composição: Juraildes Da Cruz / Lucas Faria. Essa informação está errada? Nos avise.

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