Rosy
いくあてはふあん
Iku ate wa fuan
さきゆきはふとうめい
Sakiyuki wa futoumei
しかいはふめいりょう
Shikai wa fumeiryou
またたきはふきそく
Matataki wa fukisoku
あいまいなあんえい
Aimai na annei
ゆううつなたいくつ
Yuuutsu na taikutsu
あじけのないがむ
Ajike no nai gamu
デスクのうえにさめたこうちゃ
Desuku no ue ni sameta koucha
むかえのこないボール
Mukae no konai bo-ru
とりのこされたしゅーず
Torinokosareta shu-zu
てつのあじの右手
Tetsu no aji no migite
すなのしたにつめたいがるふれんど
Suna no shita ni tsumetai ga-rufurendo
スリヘルようなじてんのそくどで
Suriheru you na jiten no sokudo de
こえはかきけさられた
Koe wa kakikesareta
あえないのはただ、くつうで
Aenai no wa tada, kutsuu de
あわないのはただ、むじゅんだ
Awanai no wa tada, mujun da
ひどくさむいひのごごには
Hidoku samui hi no gogo ni wa
まどぎわでこえをかけた
Madogiwa de koe o kaketa
ほら、ぼくにはまだせかいを
Hora, boku ni wa mada sekai o
ゆるせるほど、おとなになれない
Yuruseru hodo, otona ni narenai
あすのあさがおとずれて
Asu no asa ga otozurete
おきざりのきょうにはなをおくるんだ
Okizari no kyou ni hana o okuru n'da
はにすとんのまちなみに
Hani-suto-n no machinami ni
にどめのなつがおとずれる
Nidome no natsu ga otozureru
スリヘルようなじてんのまさつで
Suriheru you na jiten no masatsu de
みんないなくなった
Minna inaku natta
ききなじんだそのくちぐせ
Kikinajinda sono kuchiguse
うそをつくときのまばたき
Uso o tsuku toki no mabataki
きりわけたけーきのいちごを
Kiriwaketa ke-ki no ichigo o
いちばんさいしょにほおばることも
Ichiban saisho ni hoobaru koto mo
きおくのしあたーのすみで
Kioku no shiata- no sumi de
わらってみるのはいやだ
Waratte miru no wa iya da
それがつよくなるってことなら
Sore ga tsuyoku naru tte koto nara
ぼくはよわいまま「ぼく」でいたいんだ
Boku wa yowai mama "boku" de itai n'da
あすのあさがおとずれて
Asu no asa ga otozurete
おきざりのきょうにはなを
Okizari no kyou ni hana o
Rosy
A porta se abre com ansiedade
O caminho à frente é nebuloso
A visão é confusa
Os piscadas são desreguladas
Uma orientação vaga
Uma melancolia entediante
Um chiclete sem sabor
Chá frio em cima da mesa
A bola que não vem me buscar
Um cacho deixado pra trás
O gosto de ferro na mão direita
Frio como areia sob o sol
Com a velocidade de um carro que derrapa,
a voz foi apagada.
Não nos encontramos só por dor
Não nos encontramos só por contradição
Em uma tarde fria e dolorosa
Eu gritei pela janela
Olha, eu ainda não consigo
Me tornar um adulto o suficiente para perdoar o mundo
Quando a manhã de amanhã chegar
Vou deixar flores para o dia que ficou pra trás.
Na paisagem da cidade de Hani-suto-n
O segundo verão está chegando.
Com a fricção de um carro que derrapa
Todo mundo desapareceu.
Aquela gíria que não escuto mais,
O piscar de olhos que mente,
A morango do bolo que foi cortado
Eu sou o primeiro a devorar
No canto da memória,
Eu não quero sorrir
Se isso significa que eu vou ficar mais forte
Eu quero continuar sendo esse "eu" fraco.
Quando a manhã de amanhã chegar,
vou deixar flores para o dia que ficou pra trás.