No Me Estoy Quemando
Y aún esperando que me mires de un modo
Que me des un beso y después me des todo
Tal vez me repitas si serás mía,
O ponga mi alma dentro de una tacita,
Tomo coca-cola de color marrón
Mientras sigas pensando que soy un maricón
Nunca te dije nada y eres una limonada
Porque tienes unos pechos de limón
No, no, no me estoy mojando
No, no, no me estoy, no, no, no
Y sigo pensando en el color de tu blusa
En que el oso al conejo dijo: Botas pelusa
Tal vez este loco pero igual te lo coloco,
Sea fea o sea linda te va a entrar poco a poco
Y sigo escribiendo sin una razón
Tal vez sea lo que me dicta el corazón
Quisiera decirte: Bájate el calzón
Pero mejor te digo: Nena, párame el ratón
¡Ay! Que poeta que había resultado
Debería estudiar para ser abogado,
Gerente general o tal vez licenciado
Pero no salvavidas, (quiero morir ahogado).
Ya mirando al techo me dispongo a dormir,
Digo me tomo un trago, mejor voy a salir;
Ya ni yo me enciendo, ni un cigarro entiendo
Y veo como un tabaco va disminuyendo
Pero no, no, no me estoy quemando
No, no, no, me estoy, no, no, no
No, no, no me estoy mojando.
No, no, no, me estoy, no, no, no
Entre mis pulmones hay razones
(Botellas vacías y hasta los mormones),
Deben estar negro como mi cuello
Pero igual soy bello como julio c. Tello.
No hablemos de historia, no hablemos de escoria
Ni de alguna lata de leche gloria
No a la violencia, no hablemos de ciencia
¡Ay! Mejor, mejor me lanzo a la presidencia
No, no, no me estoy quemando.
No, no, no, me estoy, no, no, no.
No, no, no, no, no, no, no, no
Não Estou Me Queimando
E ainda esperando que você me olhe de um jeito
Que me dê um beijo e depois me dê tudo
Talvez você me repita se será minha,
Ou coloque minha alma dentro de uma xícara,
Bebo coca-cola de cor marrom
Enquanto você ainda pensa que sou um viado
Nunca te disse nada e você é uma limonada
Porque você tem uns peitos de limão
Não, não, não estou me molhando
Não, não, não estou, não, não, não
E sigo pensando na cor da sua blusa
Em que o urso pro coelho disse: Botas peludas
Talvez eu esteja louco, mas mesmo assim te coloco,
Seja feia ou seja linda, vai entrar pouco a pouco
E sigo escrevendo sem uma razão
Talvez seja o que me dita o coração
Queria te dizer: Abaixa a calcinha
Mas melhor te digo: Nena, para o rato
¡Ai! Que poeta que acabei virando
Deveria estudar pra ser advogado,
Gerente geral ou talvez licenciado
Mas não salvavidas, (quero morrer afogado).
Já olhando pro teto me preparo pra dormir,
Digo que vou tomar um trago, melhor vou sair;
Já nem eu me acendo, nem um cigarro entendo
E vejo como um cigarro vai diminuindo
Mas não, não, não estou me queimando
Não, não, não, estou, não, não, não
Não, não, não estou me molhando.
Não, não, não, estou, não, não, não
Entre meus pulmões há razões
(Frascos vazios e até os mórmons),
Devem estar negros como meu pescoço
Mas mesmo assim sou bonito como Julio C. Tello.
Não vamos falar de história, não vamos falar de escória
Nem de alguma lata de leite Glória
Não à violência, não vamos falar de ciência
¡Ai! Melhor, melhor me lanço à presidência
Não, não, não estou me queimando.
Não, não, não, estou, não, não, não.
Não, não, não, não, não, não, não, não
Composição: Marcello Motta