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Pesadelo

Ammoníac

Malson

Tanco els ulls, no penso en res.
Em deixo endur, sento el rellotge a la paret.
Ja no tinc fred.

Però no puc més,
estic encès.
Ja fa temps que no entenc res.
Els meus ulls ja s'han obert.
Potser hauria de llevar-me

i sortir d'aquesta clausura.
Ara no puc dir-te res.

Tinc la ment a l'infinit.
En núvols de cartró i llençols humits.
He somniat a mitjanit

que ara ja no sóm amics,
que no anheles el meu pit,
que ara en vols un altre.

Sortiré de la clausura.
Aquest somni s'esvaeix.

Somnis de paper de vidre
que ens duen a un món curiós
on no hi ha gent ni cançons.
Allà on res no val la pena.
Vull tocar de peus a terra,
vull venir a buscar-me.
Sortiré per trobar-me.

He sortit de la clausura
i ara torno a respirar.

Somnis de paper de vidre
que ens duen a un món curiós
on no hi ha gent ni cançons.
Allà on res no val la pena.
Vull tocar de peus a terra,
vull venir a buscar-me.
Sortiré per trobar-me

Pesadelo

Fecho os olhos, não penso em nada.
Deixo me levar, sinto o relógio na parede.
Já não sinto frio.

Mas não aguento mais,
estou aceso.
Já faz tempo que não entendo nada.
Meus olhos já se abriram.
Talvez eu devesse me levantar

e sair dessa clausura.
Agora não posso te dizer nada.

Minha mente está no infinito.
Em nuvens de papelão e lençóis molhados.
Sonhei à meia-noite

que agora já não somos amigos,
que não anseias meu peito,
que agora quer outro.

Vou sair da clausura.
Esse sonho está se esvaindo.

Sonhos de papel de vidro
que nos levam a um mundo curioso
onde não há gente nem canções.
Lá onde nada vale a pena.
Quero tocar com os pés no chão,
quero vir me buscar.
Vou sair para me encontrar.

Saí da clausura
e agora volto a respirar.

Sonhos de papel de vidro
que nos levam a um mundo curioso
onde não há gente nem canções.
Lá onde nada vale a pena.
Quero tocar com os pés no chão,
quero vir me buscar.
Vou sair para me encontrar.

Composição: