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Lua Sefardita

Ana Alcaide

Luna Sefardita

Se ha callado la soledad
En esta alborada nueva
A orillita de la ciudad
Duerme la primavera

Con sus ojos de abril
Las colinas florecen su trigo hacia el Sol
Se recuestan en oro
Galas de despedida

Dime, Alina, ¿qué mala estampa
Hierve en tu sangre hebrea?
De la aljama sales cantando
Con un puño de arena

Adas sin mirar atrás
No habrá nadie que prenda la lumbre en tu hogar
Sigue el signo de azar
De la Luna Sefardita

Dónde están las llaves de España
¿Quién abrirá sus puertas?
Donde guarda un pueblo sin alma
Todas sus horas muertas

Vienen de dos en dos
Las carretas llorando su herida de amor
A perderse en los ojos
De la Luna Sefardita

Lua Sefardita

A solidão se calou
Nesta nova alvorada
À beira da cidade
Dorme a primavera

Com seus olhos de abril
As colinas florescem seu trigo em direção ao Sol
Se deitam em ouro
Roupas de despedida

Me diga, Alina, que má impressão
Ferve em seu sangue hebraico?
Da comunidade você sai cantando
Com um punhado de areia

Fadas sem olhar pra trás
Não haverá ninguém que acenda a chama em seu lar
Siga o sinal do acaso
Da Lua Sefardita

Onde estão as chaves da Espanha?
Quem abrirá suas portas?
Onde guarda um povo sem alma
Todas as suas horas mortas

Vêm de dois em dois
As carroças chorando sua ferida de amor
A se perder nos olhos
Da Lua Sefardita

Composição: Ana Alcaide