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Noite da janela

Ana Belén

Nocturnos de La Ventana

Al estanque se le ha muerto
Hoy una niña de agua.
Está fuera del estanque,
Sobre el suelo amortajada.

De la cabeza a sus muslos
Un pez la cruza, llamándola.
El viento le dice "niña"
Mas no puede despertarla.

El estanque tiene suelta
Su cabellera de algas
Y al aire sus grises tetas
Estremecidas de ranas.

Dios te salve. rezaremos
A nuestra señora de agua
Por la niña del estanque
Muerta bajo las manzanas.

Yo luego pondré a su lado
Dos pequeñas calabazas
Para que se tenga a flote,
¡ay! sobre la mar salada.

Noite da janela

Quando ele está morto lagoa
Menina água hoje.
É fora da lagoa,
No chão, envolta.

Da cabeça aos coxas
A criação de peixes, chamando.
O vento diz "menina"
Mas você não pode acordá-la.

O lago tem solta
Seu cabelo algas
E seus peitos cinza ao ar livre
Tremendo de sapos.

Granizo. rezar
Nossa Senhora da Água
Para a menina na lagoa
Morto em maçãs.

Eu, então, colocou a mão
Duas abóboras pequenas
Para dar-lhe à tona
Oh! no mar salgado.

Composição: Pedro Guerra, Federico García Lorca