Sabina
Por las calles empedradas
Va una niña caminando
A su paso va dejando
Una estela de color
Detrás de la bugambilia
La espera u n niño sentado
Con sus manitas morenas
Y sus ojitos de sol
Sabina, ¿a dónde vas?
Sabina, ¿de dónde vienes?
Por las calles empedradas
Del barrio de Jalatlaco
El tan, tan del campanario
Va la niña tarareando
El calor florece
En sus suaves mejillas coloradas
Escaleras de cantera
A la niña vana guiando
Sabina, ¿a dónde vas?
Sabina, ¿de dónde vienes?
Ya llegarán nuevas lunas
Y bellos amaneceres
Y en cada balcón del barrio
Nuevas flores crecerán
Y querrás volar más alto
que aquél viejo campanario
con mi canto las historias
de esta tierra llevarás
Bajo el cielo que se estrella
Sobre el asfalto quemante
Como el fondo el horizonte
Dibujado de montañas
Con el mismo trazo firme
De tu sombra acompañada
Sabina
Pelas ruas de paralelepípedo
Vai uma menina caminhando
A cada passo ela deixa
Uma trilha de cor
Atrás da buganvília
A espera de um menino sentado
Com suas mãozinhas morenas
E seus olhinhos de sol
Sabina, pra onde você vai?
Sabina, de onde você vem?
Pelas ruas de paralelepípedo
Do bairro de Jalatlaco
O tan, tan do campanário
Vai a menina cantarolando
O calor floresce
Em suas suaves bochechas rosadas
Escadas de pedra
Guiando a menina vaidosa
Sabina, pra onde você vai?
Sabina, de onde você vem?
Novas luas já vão chegar
E belos amanheceres
E em cada varanda do bairro
Novas flores vão brotar
E você vai querer voar mais alto
Que aquele velho campanário
Com meu canto as histórias
Dessa terra você levará
Sob o céu que se despedaça
Sobre o asfalto queimando
Como o fundo, o horizonte
Desenhado de montanhas
Com o mesmo traço firme
Da sua sombra acompanhada
Composição: Ana Díaz Arr. Oscar Rafael Martínez